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  • Item type: Publicação , Access status: Acesso aberto ,
    Refundação do centro urbano: O caso do Vale de Santo António, Lisboa
    (2012) Viegas, Inês Matos; Milheiro, Ana Vaz
    A dissertação que nos propomos desenvolver tem como objectivo perceber no que consiste o conceito de Utopia, tanto na sua origem como na actualidade. Pretendemos, de igual forma, questionar se se trata de um conceito aplicável aos diversos objectos de estudo para a faixa ribeirinha da cidade de Lisboa, desde o ano de 1500 até à actualidade. Este tema surge da curiosidade em perceber como seria a silhueta da cidade de Lisboa nos dias que correm se, por ventura, estes planos e projectos "utópicos" tivessem sido concretizados, bem como, perceber as razões pelas quais nunca saíram do papel. Será que algum projecto, mesmo que não se tenha realizado, foi inútil ou que, a imagem que conhecemos hoje em dia teve, em algum momento, a influência de temas outrora considerados excêntricos? Os objectos de análise são, portanto, alguns dos diversos planos apresentados para a cidade de Lisboa, consoante o seu contexto e espaço temporal, e a sua expressão para uma desejada imagem para a cidade. Noutra perspectiva, esta dissertação procura entender a imagem característica de Lisboa, verificando que não é bem aceite uma forma inovadora e diferente de pensar e projectar, sempre com o argumento de preservar uma Lisboa característica. Assim esta investigação procura demonstrar como poderia ser uma actual imagem de Lisboa, "A nossa Lisboa Utópica", se alguns destes planos tivessem sido aceites e concretizados.
  • Item type: Item , Access status: Acesso aberto ,
    Spazi scartati da logiche produttive ma pregiati per le comunità locali: Ripensare i terrain vague come urban commons
    (2025) Iannizzotto, L.; Paio, A.; Perrone, C.; Formato., Enrico; Attademo, Anna
    In un contesto di Planetary Urbanization, i processi rapidi e invasivi di urbanizzazione producono un nuovo tipo di spazio di scarto o di rifiuto, con un grande potenziale: “Spazi scartati da logiche produttive ma pregiati per le comunità locali” (Paba & Perrone, 2018). Terrain Vague, Urban Voids, Vacant Land: spazi dove l’inedificato prevale sul costruito, l’abbandono sul controllo, l’imprevedibile sul progettato, la natura sull’uomo e che insieme formano una specie di negativo della città stessa e dei suoi processi. Anche se invocati spesso come spazi degradati, negativi e pericolosi, proprio a causa del loro stato di abbandono questi spazi hanno un grande potenziale e possono avere un contributo per le crescenti richieste di più spazi urbani verdi e sfide urbane. Una occasione per attivare il potenziale di questi spazi sorge quando vengono concepiti e gestiti come Urban Commons, privilegiandone il valore d’uso, lasciando che la comunità locale gestisca le risorse e permettendo una certa flessibilità negli usi. Il paper propone di descrivere le opportunità e il potenziale di un approccio Commoning dei Terrain Vague, attraverso: una sintetica esposizione della letteratura e della teoria sui principali concetti; una analisi comparativa fra due casi di studio, evidenziandone differenze e similitudini, sulla base degli obiettivi, delle strategie adottate, attori coinvolti; la rappresentazione di un Terrain Vague di Lisbona, attraverso la cartografia, per mostrarne le caratteristiche e visioni sul suo futuro. I risultati sperati sono una descrizione delle opportunità dell’applicazione di un approccio di Urban Commons nei Terrain Vague.
  • Item type: Publicação , Access status: Acesso aberto ,
    Práticas de democracia económica para outras urbanidades: O caso de duas cooperativas em Portugal e no Equador
    (2026-07-22) Mateus, Catarina Lopes; Ferreiro, Maria de Fátima; Lebre, Rui Aristides; Guerra, Max Welch
    A urbanização já não é um fenómeno exclusivo das cidades, abarcando agora grande parte do planeta. O resultado é uma grande variedade de territórios, ainda que nem todos eles habitáveis. Entendendo o território como produto de relações sociais e, acima de tudo, político-económicas, este trabalho procura analisar casos de democracia económica em busca de outras urbanidades possíveis. Com esse objetivo foram estudadas duas cooperativas: a Cooperativa Integral Minga, em Montemor-o-Novo, Portugal, e a Cooperativa familiar de Poupança e Crédito Portada Bethania, localizada, maioritariamente, nos subúrbios de Quito, Equador. Para a sua análise é aplicada uma "comparação relacional", que permite a interpretação destes casos locais em relação a uma "Urbanização" globalizada, identificando pontos de contacto e contaminações mútuas. Com base num trabalho de campo extenso de prática etnográfica, desenvolveu-se uma análise dos modelos económicos e de governança, e das práticas territoriais de cada caso. Os resultados apontam para três princípios transversais aos vários âmbitos de análise: autonomia, solidariedade e democracia. A combinação destes três princípios permitiu a expansão da autonomia coletiva, assegurando que responde às necessidades de toda a comunidade. Transitando isto para o território observamos modelos (i) de expansão através de redes policêntricas, (ii) de desenvolvimento baseado no aumento da autonomia territorial, (iii) de propriedade que visa a coletivização de privilégios, e (iv) de relação com a natureza baseado na regeneração. Estes fenómenos têm lugar no interior do próprio modelo urbano neoliberal, numa permanente negociação entre dependência e codependência, para a construção de urbanidades mais inclusivas e ambientalmente sustentáveis.