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Item type: Item , Access status: Open Access , From ritual behavior to agroecological sustainability: Movement as a purification method for animal and landscape welfare in mobile pastoralism(2025) Baskerville, I.; Sá Rego, J.The term transhumance derives from the Latin “trans” (across) and “humus” (land); crossing the lands. Transhumance is a system of cyclical and seasonal herd mobility, guided by shepherds, between different grazing lands. It can be horizontal, between pastures at similar altitudes, or vertical, from foothills to high-altitude grazing areas. It may occur in winter and/or summer (Ruiz & Ruiz, 1986). Transhumance have played a significant role in the origin and maintenance of many European cultural landscapes, especially those in the mountains (Bunce et al., 2004).Item type: Item , Access status: Open Access , A participação das mulheres no movimento sindical durante o período revolucionário(2025) Alves, P. M.; Cabreira, Pâmela; Sampaio, Livia Casimiro; Melo, Teresa; Maia, Ana Catarina; Barradas, AnaAs mulheres sempre trabalharam, como Perrot (1987) foi a primeira a sublinhar. E também desde sempre participaram ativamente no processo histórico, como notou Woolf em 1929, enquanto lamentava que à época esse facto fosse olvidado, o que era indiciado pelo facto das bibliotecas universitárias não disporem de obras dando às mulheres o destaque a que tinham direito. Daí Woolf ter enfatizado a necessidade de reescrever a História. O seu apelo só se viria a materializar alguns decénios mais tarde, a partir da década de 70. No campo da militância no feminino, nomeadamente da militância sindical, o silêncio só começou a ser quebrado nos anos 60, com a publicação da obra monumental de Guilbert (1966) sobre as militantes sindicais francesas do período anterior à I Guerra Mundial. Mas foi somente na década seguinte que a pesquisa tendo a militância das mulheres como objeto de inquérito sociológico se tornou mais relevante (e.g. Lewenhak, 1977; Maruani, 1979); Zylberberg-Hocquard, 1978), prosseguindo nos decénios seguintes. Não esqueçamos a obra, igualmente monumental, de Perrot (1973) e o Le Maitron, o grande dicionário biográfico do movimento operário e dos movimentos sociais em França, concebido por Jean Maitron em meados da década de 50 e que continua a ser atualizado. Hoje, é possível aceder online a todo o seu conteúdo, nomeadamente ao Dictionnaire des Femmes, que conta com 430 páginas com entradas de nomes de mulheres que participaram na Revolução Francesa, no “assalto dos céus” de 1871, na Resistência, ou foram militantes sindicais, sociais ou políticas. Muitas outras, permanecerão ainda certamente no esquecimento.Item type: Item , Access status: Open Access , Mulheres militantes: O processo de adesão à ação militante sindical de Joana(2025) Alves, P. M.; Cabreira, Pâmela; Sampaio, Livia Casimiro; Melo, Teresa; Maia, Ana Catarina; Barradas,. AnaAs ciências sociais em geral e a Sociologia em particular têm sido pródigas no enunciar de um conjunto de teorias que não resistem a um confronto com a realidade, sendo rapidamente desmentidas pelos factos. Freyssenet (2002) dirá que estamos perante “la forma más sencilla de equivocar-se en ciencias sociales”. Entre essas teorias avulta desde logo a que postula o fim da história (Fukuyama, 1999) em consequência do triunfo, considerado irreversível, do neoliberalismo. Mas há também quem afirme o fim das classes ou, pelo menos, a perda de validade teórica deste conceito numa sociedade definida como “pós-moderna” e individualista (e.g. Clark & Lipset, 1981). E também fim das ideologias (e.g. Bell, 1964; Lipset, 1981; Aron, 2004). E há quem anuncie, a partir de diferentes perspetivas teóricas, igualmente o fim do trabalho ou da sua centralidade nas sociedades contemporâneas (e.g. Rifkin, 1995; Gorz, 1980; Habermas, 1981; Méda, 1995). Por último, fim do sindicalismo e fim da militância que, como referem Poujol e Romer (1993), é constantemente anunciada. Certamente que o sindicalismo se encontra em crise, e se bem que alguns cheguem mesmo a profetizar o seu desmoronamento definitivo (e.g. Rodrigues, 1999), ele ainda que enfraquecido perdura e os militantes continuam a existir e a agir. Neste artigo centrar-nos-emos sobre a adesão à ação militante por parte de Joana2 que, embora sendo uma criança aquando do 25 de Abril, foi uma mulher de Abril. Mais do que tentar explicar o porquê da sua adesão, interessa-nos antes compreender como é que ela se tornou militante sindical. Dito de outra forma, o que nos interessa compreender é o processo que a conduziu à militância sindical.
