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http://hdl.handle.net/10071/36198| Author(s): | Pereira, Lívia Helena Gomes |
| Advisor: | Vauclair, Christin-Melanie Piccinelli, Elena |
| Date: | 25-Nov-2025 |
| Title: | "Cá é assim!": Microagressões e (as)simetrias de poder: A experiência das mulheres imigrantes nos contextos educativos e laborais portugueses |
| Reference: | Pereira, L. H. G. (2026). "Cá é assim!": Microagressões e (as)simetrias de poder: A experiência das mulheres imigrantes nos contextos educativos e laborais portugueses [Dissertação de mestrado, Iscte - Instituto Universitário de Lisboa]. Repositório Iscte. http://hdl.handle.net/10071/36198 |
| Keywords: | Microagressão Microaggression Mulheres imigrantes Pós-colonialismo -- Postcolonialism Contexto educacional Contexto laboral Assimetria de poder Saúde e bem-estar Immigrant women Educational context Work context Power asymmetry Health and well-being |
| Abstract: | Microagressões são manifestações sutis de preconceito e exclusão que afetam profundamente a qua-lidade de vida de grupos minoritários. Entretanto, poucos estudos detalham as vivências de mulheres imigrantes, especialmente em contextos educacionais e de trabalho, em sociedades pós-coloniais. Este estudo qualitativo, integrante de um projeto maior, reanalisa as experiências de microagressão vividas por este grupo social, provenientes de países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Portugal: um país marcado por profundas heranças coloniais que ainda perpetuam desigualdades e discriminações. Utilizando uma abordagem feminista pós-colonial e interseccional, reanalisou-se os dados de grupos-focais com 52 participantes, revelando 176 incidentes em contextos de ensino e tra-balho. Os resultados evidenciam que as microagressões ocorrem com frequência em ambos, especial-mente em relações assimétricas onde as mulheres ocupam posições de menor poder em relação aos perpetradores, como na relação professor-aluna. As participantes reportaram microagressões que transmitem mensagens de que são cidadãs de segunda classe, rejeitadas e invisíveis; inferiores; asso-ciadas a estereótipos negativos e coloniais, que também patologizam sua variante linguística e sua forma de comunicação. Estes episódios reforçam a condição subalterna e exclusão destas mulheres, o que, possivelmente, impacta sua saúde mental, integração social, performances e trajetórias educaci-onais e profissionais. Ademais, também se confirma que o contexto português replica padrões de mi-croagressão já documentados em outros países, porém com particularidades derivadas de seu passado colonial e do discurso do lusotropicalismo. Esta pesquisa destaca a urgência de reconhecer microa-gressões como expressões sutis e contextuais de discriminação levantando questões centrais de direi-tos humanos, bem-estar e desigualdades. Microaggressions are subtle manifestations of prejudice and exclusion that profoundly affect the qual-ity of life of minority groups. However, few studies detail the experiences of immigrant women, espe-cially in educational and work contexts, within post-colonial societies. This qualitative study thus rean-alyzes microaggression experiences obtained from a larger project and lived by this social group from countries of the Community of Portuguese Language Countries (CPLP) in Portugal: a country marked by profound colonial legacies that still perpetuate inequalities and discrimination. Using a post-colonial feminist and intersectional approach, focus group data conducted with 52 participants were reana-lyzed, revealing 176 incidents in educational and work contexts. Results show that microaggressions frequently occur in both contexts, especially in asymmetric relationships where women occupy lower-power positions relative to perpetrators, such as the professor-student relationship. Participants re-ported microaggressions conveying messages that they are second-class citizens, rejected and invisi-ble; inferior; associated with negative and colonial stereotypes, which also pathologize their linguistic variant and communication style. These episodes reinforce the subordinate condition and exclusion of these women, possibly impacting their mental health, social integration, performance, and educational and professional trajectories. Furthermore, it is confirmed that the Portuguese context replicates mi-croaggression patterns documented in other countries but with particularities derived from its colonial past and the lusotropicalism discourse. This research highlights the urgency of recognizing mi-croaggressions as subtle and contextual expressions of discrimination, raising central issues of human rights, well-being, and inequalities. |
| Department: | Departamento de Psicologia Social e das Organizações |
| Degree: | Mestrado em Ciências das Emoções |
| Peerreviewed: | yes |
| Access type: | Open Access |
| Appears in Collections: | T&D-DM - Dissertações de mestrado |
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| Ficheiro | Descrição | Tamanho | Formato | |
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