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http://hdl.handle.net/10071/8895
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Title: Violence in Society
Other Titles: Violencia y Sociedad
Authors: Dores, António
Keywords: Violência
Teoria social
Tabu
Estado
Sociedade
Movimento feminista
Issue Date: Apr-2015
Publisher: Coruniamericana
Abstract: The recent interest in the sociology of violence has arisen at the same time that western societies are being urged to consider the profound social crisis provoked by global financial turmoil. Social changes demand the evolution of sociological practices. The analysis herein proposed, based on the studies of M. Wieviorka, La Violence (2005), and of R. Collins, Violence: A Micro-sociological Theory (2008), concludes that violence is subject to sociological treatments centered on the aggressors, on the struggles for power and on male gender. There is a lack of connection between practical proposals for violence prevention and the sociology of violence. It is accepted that violence as a subject of study has the potential, as well as the theoretical and social centrality, to promote the debate necessary to bring social theory up to date. This process is more likely to occur in periods of social transformation, when sociology is open to considering subjects that are still taboo in its study of violence, such as the female gender and the state. The rise of the sociology of violence confronts us with a dilemma. We can either collaborate with the construction of a sub discipline that reproduces the limitations and taboos of current social theory, or we can use the fact that violence has become a “hot topic” as an opportunity to open sociology to themes that are taboo in social theory (such as the vital and harmonious character of the biological aspects of social mechanisms or the normative aspects of social settings).
A recente valorização da sociologia da violência ocorre ao mesmo tempo em que urge pensar a profunda crise social espoletada pela bancarrota financeira. As mudanças sociais reclamam transformações nas práticas sociológicas. Quais podem ser? A análise aqui proposta, com base nos estudos de M. Wieviorka, La violence, Paris, 2005, e de R. Collins, Violence: A Micro-sociological Theory, Princeton, 2008, conclui que a violência é sujeita a tratamentos sociológicos unilaterais, centrados nos agressores, nas lutas por poder e no género masculino. Verifica-se, por outro lado, um alheamento entre as propostas práticas de prevenção da violência e a sociologia da violência. Admite-se que a violência tem potencialidade e centralidade teórica e social susceptíveis de suscitar os debates necessários para a actualização da teoria social, em tempos de transformação social, por exemplo, abrindo-a à consideração de protagonistas que se mantém tabu nestes estudos sociológico da violência, como o género feminino e o Estado. A emergência da sociologia da violência coloca-nos a questão de aceitar colaborar na construção de uma subdisciplina reprodutora dos bloqueios da actual teoria social e dos seus tabus (como a violência) ou usar a tematização da violência como gazua para abrir a sociologia a outros temas tabus na teoria social (como o carácter biológico dos mecanismos sociais e o carácter doutrinário dos ambientes sociais; ou as dimensões sociais secundarizadas pelo protagonismo das análise das lutas de poder, como a vitalidade e a harmonização existencial).
Peer reviewed: Sim
URI: http://hdl.handle.net/10071/8895
Publisher version: http://www.coruniamericana.edu.co/publicaciones/ojs/index.php/pensamientoamericano/article/view/237/216
Appears in Collections:CIES-RI - Artigos em revista científica internacional com arbitragem científica

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