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http://hdl.handle.net/10071/37366| Autoria: | Bravo, Robert Jeancarlo Gomez |
| Orientação: | Batel, Susana Alexandra Alfama Blanda |
| Data: | 15-Dez-2025 |
| Título próprio: | A critical social psychology analysis of the representations used by main USA newspapers on the 2023 Gaza genocide of Palestinians |
| Referência bibliográfica: | Bravo, R. J. G. (2025). A critical social psychology analysis of the representations used by main USA newspapers on the 2023 Gaza genocide of Palestinians [Dissertação de mestrado, Iscte - Instituto Universitário de Lisboa]. Repositório Iscte. http://hdl.handle.net/10071/37366 |
| Palavras-chave: | Genocide of palestinians Framing theory Media analysis USA newspapers Genocídio de palestinianos Teoria das representações sociais -- Theory of social representations Teoria do enquadramento Análise dos media Jornais dos EUA |
| Resumo: | This thesis examines how leading U.S. newspapers constructed social representations of the recent stage of the genocide in Gaza. Grounded in Critical Social Psychology, Social Representations Theory, and framing theory, the study treats news as meaning work through
which unsettling events are anchored to familiar categories and objectified into recurring patterns. Sixty articles from the Associated Press, New York Times, and New York Post were analyzed using thematic discursive analysis, sampled around four salient moments spanning October 2023 to January 2025.
The analysis operationalized three communicative modalities (diffusion, propagation, propaganda) to classify how articles functioned rhetorically. Three interconnected findings emerged. Framing and attribution established automatic interpretive associations through temporal anchoring to October 7th, passive constructions obscuring Israeli agency, and lexical asymmetries casting Israeli action as reactive necessity while delegitimizing Palestinian claims.
Coloniality and structural violence were objectified through technocratic language naturalizing blockade and occupation. Affective appeals personalized Israeli suffering while aggregating Palestinian casualties into qualified statistics, narrowing empathic response towards Palestinians.
The New York Post concentrated on propaganda through dehumanizing rhetoric. The Associated Press exemplified neutral diffusion while reproducing official frames. The New York Times used propagation, normalizing security necessity logics.
The study demonstrates how U.S. media domesticates atrocity into defensive war scripts through anchoring and objectification, supporting critical media literacy development by revealing how routine journalistic practices stabilize interpretive horizons that render mass violence invisible or justifiable. The thesis contributes to understanding media's role in depoliticizing genocide and developing critical approaches to colonial violence and genocide within Social Psychology, challenging mainstream 'intergroup conflict' theories. Esta tese examina como os principais jornais dos EUA construíram representações sociais do genocídio de Palestinianos, particularmente a etapa iniciado em 2023 em Gaza e contínuo até hoje. Baseado na Psicologia Social Crítica, na Teoria das Representações Sociais e na teoria do enquadramento, o estudo trata as notícias como trabalho de significado através do qual novos eventos são ancorados em categorias familiares e objetivados em discursos recorrentes. Sessenta artigos da Associated Press, do New York Times e do New York Post amostrados em torno de quatro momentos salientes abrangendo outubro de 2023 a janeiro de 2025 foram analisados usando análise discursiva temática. A análise operacionalizou três modalidades comunicativas (difusão, propagação, propaganda) para classificar como os artigos funcionavam retoricamente. Três conclusões interligadas surgiram. O enquadramento e a atribuição estabeleceram associações interpretativas automáticas por meio da ancoragem temporal em 7 de outubro, construções passivas que obscureciam a agência israelita e assimetrias lexicais que apresentavam a ação israelita como necessidade reativa, ao mesmo tempo que deslegitimavam as reivindicações palestinianas. A colonialidade e a violência estrutural foram objetivadas por meio de linguagem tecnocrática que naturalizava o bloqueio e a ocupação israelitas. Apelos afetivos personalizavam o sofrimento israelita, enquanto agregavam as baixas palestinianas em estatísticas qualificadas, estreitando a resposta empática em relação aos palestinianos. O New York Post concentrou-se na propaganda através de retórica desumanizante. A Associated Press exemplificou a difusão neutra ao reproduzir enquadramentos oficiais. O New York Times utilizou sobretudo a propagação, normalizando a lógica da necessidade de segurança. O estudo demonstra como a mídia norte-americana domestica as atrocidades cometidas por Israel em narrativas defensivas de guerra, apoiando práticas jornalísticas que estabilizam horizontes interpretativos que tornam a violência em massa invisível ou justificável. A tese contribui para a compreensão do papel da mídia na despolitização do genocídio de palestinos e para o desenvolvimento de abordagens críticas à violência colonial e ao genocídio dentro da Psicologia Social, desafiando as suas teorias tradicionais de 'conflito intergrupal. |
| Designação do Departamento: | Departamento de Psicologia Social e das Organizações |
| Designação do grau: | Mestrado em Psicologia das Relações Interculturais |
| Arbitragem científica: | yes |
| Acesso: | Acesso Aberto |
| Aparece nas coleções: | T&D-DM - Dissertações de mestrado |
Ficheiros deste registo:
| Ficheiro | Descrição | Tamanho | Formato | |
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