Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10071/37210
Autoria: Musso, Maddalena
Orientação: Clemente, Mara
Pintassilgo, Sónia Cardoso
Data: 17-Dez-2025
Título próprio: Technologies of care : Harm reduction and queer community practices in Lisbon
Referência bibliográfica: Musso, M. (2025). Technologies of care : Harm reduction and queer community practices in Lisbon [Dissertação de mestrado, Iscte - Instituto Universitário de Lisboa]. Repositório Iscte. http://hdl.handle.net/10071/37210
Palavras-chave: Harm reduction
Estudos LGBTQIA+ -- LGBTQIA+ studies
Community care
Peer work
Lisbon
Drug policy
Redução de danos
Cuidado comunitário
Trabalho de pares
Lisboa
Política de drogas
Resumo: This dissertation examines the intersection of harm reduction, care, and queer experiences in Lisbon, exploring how harm reduction practices become intertwined with collective care within queer communities. Despite Portugal’s pioneering drug decriminalisation since 2001, research on LGBTQIA+ experiences within this framework remains limited, creating gaps in understanding how progressive drug policy intersects with sexual and gender minority experiences. The study addresses three key concerns: disproportionately higher substance use rates among LGBTQIA+ populations who remain underserved by mainstream services; heteronormative assumptions within Portugal’s harm reduction landscape; and the rise of chemsex practices requiring culturally specific responses. The research contributes to theoretical debates about care organisation, NGO mediation between state and community needs, and professional adaptation to serve stigmatised populations. Building on critical drug scholarship, feminist science and technology studies, and queer theory, this research challenges risk-centred frameworks and minority stress models that pathologise queer substance use. Instead, it examines how substances function as “technologies of the self” enabling identity formation and community building, drawing on “counterpublic health” and “queer joy” concepts as alternatives to trauma-centred narratives. Using a qualitative methodology with in-depth interviews of twelve participants, the study employs reflexive thematic analysis to examine both institutional and grassroots perspectives. The research reveals how queer communities create counter-hegemonic care practices that challenge dominant paradigms while negotiating Portugal’s progressive policies. Findings contribute to the understanding of community resilience, the sociology of care, and how marginalised groups create collective support systems, offering insights into social reproduction, resistance, and the limits of state welfare.
Esta dissertação investiga a intersecção entre redução de danos, cuidado e experiências queer em Lisboa, examinando como as práticas de redução de danos se entrelaçam com o cuidado coletivo dentro das comunidades queer. Apesar da pioneira descriminalização de drogas em Portugal desde 2001, a investigação sobre experiências LGBTQIA+ dentro deste enquadramento permanece limitada, criando lacunas na compreensão de como políticas progressivas de drogas se intersectam com experiências de minorias sexuais e de género. O estudo aborda três preocupações principais: taxas desproporcionalmente elevadas de uso de substâncias entre populações LGBTQIA+ que permanecem subatendidas pelos serviços convencionais; pressupostos heteronormativos na paisagem portuguesa de redução de danos; e o aumento de práticas de chemsex que requerem respostas culturalmente específicas. A investigação contribui para debates teóricos sobre organização do cuidado, mediação de ONGs entre estado e necessidades comunitárias, e adaptação profissional para servir populações estigmatizadas. Baseando-se em estudos críticos de drogas, estudos feministas de ciência e tecnologia, e teoria queer, esta investigação desafia enquadramentos centrados no risco e modelos de stress minoritário que patologizam o uso de substâncias queer. Examina como as substâncias funcionam como “tecnologias do eu” que possibilitam formação identitária e construção comunitária, recorrendo aos conceitos de “saúde contrapública” e “alegria queer” como alternativas a narrativas centradas no trauma. Utilizando metodologia qualitativa com entrevistas em profundidade a doze participantes, o estudo emprega análise temática reflexiva examinando perspetivas institucionais e de base. A investigação revela como comunidades queer criam práticas de cuidado contra-hegemónicas que desafiam paradigmas dominantes enquanto negoceiam políticas progressivas portuguesas. Os resultados contribuem para a compreensão da resiliência comunitária, sociologia do cuidado, e como grupos marginalizados criam sistemas de apoio coletivo, oferecendo perspetivas sobre reprodução social, resistência, e limites do bem-estar estatal.
Designação do Departamento: Departamento de Sociologia
Designação do grau: Mestrado em Sociologia
Arbitragem científica: yes
Acesso: Acesso Aberto
Aparece nas coleções:T&D-DM - Dissertações de mestrado

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