Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10071/36972
Author(s): Leray, Axelle
Advisor: Esteves, Ana Margarida
Date: 18-Nov-2025
Title: Can we do business without profit ? Social Business as a tool to fight poverty
Reference: Leray, A. (2025). Can we do business without profit ? Social Business as a tool to fight poverty [Dissertação de mestrado, Iscte - Instituto Universitário de Lisboa]. Repositório Iscte. http://hdl.handle.net/10071/36972
Keywords: Social business
Pobreza -- Poverty
Hybrid models
Responsabilidade social das empresas -- Corporate social responsibility
Inclusive business
Desenvolvimento económico -- Economic development
Inovação social -- Social innovation
Capitalismo -- Capitalism
Modelos híbridos
Negócio inclusivo
Abstract: This thesis analyzes Social Business as a tool for combating poverty while remaining integrated into the current market economy. Inspired by the work of Muhammad Yunus and Amartya Sen, it asks a central question: is Social Business merely an internal reform of capitalism or a model in its own right? To explore this, the research draws on qualitative case studies conducted in Africa (Ghana, Morocco, Mali) and South Asia (Bangladesh, Nepal, India). These cases were selected not to provide a universal representation of the Global South or of all forms of Social Business, but to illustrate a diversity of institutional, legal, and cultural contexts where Social Business initiatives have developed. The analysis focuses on how local environments (such as regulatory frameworks, community dynamics, and resource availability) condition the outcomes of Social Business initiatives. By comparing contrasting trajectories across regions, the study highlights both the adaptability and the structural limits of the model. Unlike Corporate Social Responsibility (CSR), which is often used to improve a company’s image, or inclusive business, which retains profit distribution, Social Business reinvests all surpluses into its social mission. Nevertheless, challenges remain, particularly regarding financial sustainability, donor dependence, and legal uncertainties. This research does not claim to generalize beyond the cases examined and does not seek to ’prove’ whether the model is reformist or not. Rather, it emphasizes the contextual nature of Social Business (institutional, legal, and community-related) and its reliance on supportive ecosystems. It shows the conditions under which Social Business may be perceived as an autonomous model or, conversely, as an internal reform of capitalism.
Esta dissertação analisa o Social Business como uma ferramenta de combate à pobreza, permanecendo integrado na economia de mercado atual. Inspirada pelo trabalho de Muhammad Yunus e Amartya Sen, levanta uma questão central: o Social Business é apenas uma reforma interna do capitalismo ou um modelo autónomo? Para explorar esta questão, a pesquisa baseia-se em estudos de caso qualitativos realizados em África (Gana, Marrocos, Mali) e no Sul da Ásia (Bangladesh, Nepal, Índia). Estes casos foram selecionados não para oferecer uma representação universal do Sul Global ou de todas as formas de Social Business, mas para ilustrar a diversidade de contextos institucionais, jurídicos e culturais onde estas iniciativas se desenvolveram. A análise centra-se na forma como os contextos locais (como os quadros regulatórios, as dinâmicas comunitárias e a disponibilidade de recursos) condicionam os resultados das iniciativas de Social Business. Ao comparar trajetórias contrastantes entre regiões, o estudo evidencia tanto a adaptabilidade como os limites estruturais do modelo. Ao contrário da Responsabilidade Social Corporativa (RSC), muitas vezes utilizada para melhorar a imagem da empresa, ou do inclusive business, que mantém a distribuição de lucros, o Social Business reinveste todos os excedentes na sua missão social. No entanto, persistem desafios, nomeadamente em termos de sustentabilidade financeira, dependência de doadores e incertezas jurídicas. Esta pesquisa não pretende generalizar para além dos casos analisados, nem procura “provar” se o modelo é reformista ou não. Antes, enfatiza o caráter contextual do Social Business (institucional, legal e comunitário) e a sua dependência de ecossistemas de apoio. Mostra as condições sob as quais pode ser percebido como um modelo autónomo ou, pelo contrário, como uma reforma interna do capitalismo.
Department: Departamento de História
Degree: Mestrado em Estudos Internacionais
Peerreviewed: yes
Access type: Open Access
Appears in Collections:T&D-DM - Dissertações de mestrado

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