Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10071/35973
Autoria: Carreira, Paulo Jorge Marques
Orientação: Marques, Joana S.
Soeiro, José
Data: 5-Nov-2025
Título próprio: Mobilização sindical no setor privado da banca: Uma análise aos obstáculos e desafios enfrentados pelos trabalhadores na defesa dos direitos laborais no século XXI
Referência bibliográfica: Carreira, P. J. M. (2025). Mobilização sindical no setor privado da banca: Uma análise aos obstáculos e desafios enfrentados pelos trabalhadores na defesa dos direitos laborais no século XXI [Dissertação de mestrado, Iscte - Instituto Universitário de Lisboa]. Repositório Iscte. http://hdl.handle.net/10071/35973
Palavras-chave: Mobilização sindical
Desmobilização
Individualização das relações laborais
Setor bancário -- Banking sector
Ação coletiva -- Collective action
Sociologia do trabalho -- Sociology of work
Trade union mobilisation
Demobilisation
Individualisation of labour relations
Relações de trabalho -- Labour relations
Resumo: A presente dissertação analisa a desmobilização sindical no setor bancário privado português à luz das transformações estruturais, organizacionais e culturais ocorridas na última década. Num contexto de crescente digitalização, reestruturação empresarial e reconfiguração normativa do trabalho, os sindicatos enfrentam novos desafios na mobilização dos trabalhadores e das trabalhadoras na defesa coletiva dos direitos laborais. O estudo parte da hipótese de que a individualização das relações laborais – expressa através de práticas como a gestão por objetivos, a precarização e individualização dos vínculos e enquadramentos, os incentivos individualizados e a cultura de alta performance – contribui significativamente para o enfraquecimento da solidariedade e da ação coletiva. Com base numa abordagem metodológica mista, foram recolhidos dados através de inquérito por questionário a 351 trabalhadoras e trabalhadores bancários e de entrevistas semiestruturadas a 9 dirigentes sindicais de diferentes organizações representativas do setor. A triangulação dos dados permitiu identificar diversas dinâmicas que condicionam a participação dos trabalhadores em ações sindicais, como o receio de represálias, a desconfiança na eficácia da representação sindical e a internalização de valores individualistas. A análise empírica evidencia que a desmobilização sindical no setor bancário não resulta apenas de constrangimentos externos, como as alterações legislativas ou a conjuntura económica, mas também de processos internos às organizações e às subjetividades dos trabalhadores. A investigação contribui, assim, para a compreensão das lógicas de fragmentação do coletivo no mundo do trabalho contemporâneo e oferece pistas para a renovação estratégica das práticas sindicais, tendo em vista a revalorização da ação coletiva num setor historicamente marcado por uma forte tradição de organização laboral.
This dissertation analyses union demobilisation in the Portuguese private banking sector in light of the structural, organisational and cultural transformations that have taken place over the last decade. In a context of increasing digitalisation, corporate restructuring and regulatory reconfiguration of work, unions face new challenges in mobilising workers in the collective defence of labour rights. The study starts from the hypothesis that the individualisation of labour relations – expressed through practices such as management by objectives, the precariousness and individualisation of employment relationships and frameworks, individualised incentives and a high-performance culture – contributes significantly to the weakening of solidarity and collective action. Based on a mixed methodological approach, data were collected through a questionnaire survey of 351 bank workers and semi-structured interviews with 9 trade union leaders from different organisations representing the sector. The triangulation of data made it possible to identify several dynamics that condition workers' participation in union actions, such as fear of reprisals, distrust in the effectiveness of union representation, and the internalisation of individualistic values. Empirical analysis shows that union demobilisation in the banking sector is not only the result of external constraints, such as legislative changes or the economic situation, but also of processes internal to organisations and the subjectivities of workers. The research thus contributes to understanding the logic of collective fragmentation in the contemporary world of work and offers clues for the strategic renewal of union practices, with a view to revaluing collective action in a sector historically marked by a strong tradition of labour organisation.
Designação do Departamento: Departamento de Sociologia
Designação do grau: Mestrado em Trabalho, Emprego e Sociedade
Arbitragem científica: yes
Acesso: Acesso Aberto
Aparece nas coleções:T&D-DM - Dissertações de mestrado

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