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http://hdl.handle.net/10071/35943| Autoria: | Ribeiro, Catarina Gomes de Azevedo da Silva |
| Orientação: | Nunes, Francisco Manuel da Silva Oneto |
| Data: | 10-Nov-2025 |
| Título próprio: | Caminhos no Antropoceno: Tecendo relações multiespécies |
| Referência bibliográfica: | Ribeiro, C. G. de A. da S. (2025). Caminhos no Antropoceno: Tecendo relações multiespécies [Dissertação de mestrado, Iscte - Instituto Universitário de Lisboa]. Repositório Iscte. http://hdl.handle.net/10071/35943 |
| Palavras-chave: | Antropoceno Relações multiespécies Excecionalismo humano Antropologia do ambiente -- Anthropology of the environment Santuário animal Anthropocene Multispecies relations Human exceptionalism Environmental anthropology Animal sanctuary |
| Resumo: | As atividades humanas impulsionaram o planeta para uma nova época geológica: o Antropoceno. Neste contexto de incerteza e de destruição ambiental, torna-se urgente procurar formas alternativas à tipicamente ocidental de habitar um planeta repleto de vida. A lógica capitalista do crescimento infinito, aliada ao antropocentrismo, ao especismo e a limitações da ciência moderna, contribuem tanto para a degradação ecológica como para a violência contra seres não-humanos. Analiso cosmologias indígenas, como o perspetivismo ameríndio e as conceções dos povos Cree e Ojibwa sobre a qualidade de pessoa e a relação com o ambiente, que oferecem pistas para modos de vida mais ecológicos e respeitosos. Examino também perspetivas ocidentais alternativas, como a Antropologia do ambiente segundo Ingold e Milton, o conceito de Umwelt de von Uexküll e o Pós-humanismo. Estas abordagens revelam formas de habitar que reconhecem a interdependência e a pluralidade das existências. A componente etnográfica centra-se no santuário animal Save & Care, onde humanos e não-humanos convivem como pessoas singulares. No santuário, práticas de cuidado e reciprocidade constroem parentescos multiespécies e revelam alternativas concretas ao paradigma dominante de exploração. O santuário surge como espaço ético e afetivo, cristalizando possibilidades de regeneração e coabitação. Concluo que enfrentar os desafios do Antropoceno exige mais do que soluções técnicas: requer repensar a nossa forma de estar-no-mundo. Reconhecer a vida como unidade básica de compaixão abre caminhos para futuros multiespécies baseados no cuidado, na corresponsabilidade e na justiça ecológica, tornando possível imaginar um planeta mais habitável para todos. |
| Designação do Departamento: | Departamento de Antropologia |
| Designação do grau: | Mestrado em Antropologia |
| Arbitragem científica: | yes |
| Acesso: | Acesso Aberto |
| Aparece nas coleções: | T&D-DM - Dissertações de mestrado |
Ficheiros deste registo:
| Ficheiro | Descrição | Tamanho | Formato | |
|---|---|---|---|---|
| master_catarina_silva_ribeiro.pdf | 2,39 MB | Adobe PDF | Ver/Abrir |
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