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http://hdl.handle.net/10071/3852
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Title: A experiência subjectiva com a doença mental crónica estudo exploratório sobre os impactos na vida quotidiana em sujeitos diagnosticados com depressão crónica
Authors: Neto, Cecília Maria Jesus
Orientador: Alves, Maria de Fátima Pereira
Carapinheiro, Graça
Keywords: Depressão crónica
Gestão da doença
Interacção social
Chronic depression
Disease management
Social interaction
Issue Date: 2010
Citation: NETO, Cecília Maria Jesus - A experiência subjectiva com a doença mental crónica estudo exploratório sobre os impactos na vida quotidiana em sujeitos diagnosticados com depressão crónica [Em linha]. Lisboa: ISCTE, 2010. Dissertação de mestrado. [Consult. Dia Mês Ano] Disponível em www:<http://hdl.handle.net/10071/3852>.
Abstract: A Organização Mundial de Saúde (OMS, 2001) coloca a depressão crónica como sendo actualmente a principal causa de incapacitação em todo o mundo, ocupando o quarto lugar entre as dez principais causas de patologia. Situação ainda mais expressiva pois estima-se que em 20 anos a depressão crónica venha a ocupar a segunda das principais causas de doenças no mundo. O presente estudo surge na continuidade da experiência profissional desenvolvida no âmbito da Reabilitação Social na área da deficiência e da doença mental, onde o trabalho comunitário e o contacto com o fenómeno da doença mental trouxe inquietações sobre a forma como os indivíduos, suas famílias e comunidade elaboram as suas compreensões sobre a doença e sobre o doente mental. Neste contexto, interessou-me perceber como é que os próprios sujeitos que vivenciam a depressão a entendem, a explicam e interpretam, a introduzem no seu quotidiano e lidam com as suas consequências e impactos nos vários níveis e contextos onde a sua vida decorre. Procurámos, através dos discursos dos próprios ter acesso às vivências, aos sentidos e aos significados do viver com uma depressão crónica. Assim, a questão principal que conduziu a presente investigação foi: Qual o impacto do diagnóstico psiquiátrico de depressão crónica na trajectória de vida do sujeito? Trata-se de uma pesquisa de carácter exploratório eenquadra-se numa metodologia qualitativa e intensiva. Foi utilizada a técnica daentrevista por referência ao estudo das histórias de vida. Procurámos obter informações dossujeitos por meio de entrevista com recurso a um instrumento semi-estruturado. A análise e interpretação da informação recolhida assentaram na técnica da análise de conteúdo e recorremo-nos das opções teóricas de Jorge Vala (1990: op. cit), Michel Pêcheux (1993) e de Laurence Bardin (1977). Em termos globais, nos discursos identificaram-se consequências múltiplas nos vários níveis de vida: familiar, amigos, trabalho, lazer, saúde física, social. Acentuam-se as mudanças ocorridas com e resultantes da doença. As dificuldades mais nomeadas dirigem-se ao lidar com o ambiente familiar que é profundamente afectado e com este o ambiente social em geral e os relacionamentos. Ao nível dos relacionamentos interpessoais denotam uma diminuição das redes de sociabilidade e sociais ora porque se isolam em virtude das características da doença, ora porque ficam desconfiados das palavras que são ditas e dos actos que são praticados, ora porque se pretende proteger os outros do seu sofrimento e da sua negatividade evitando-lhes o sofrimento e a dor. A referência à falta de compreensão pelos outros é constante. Neste sentido referem que desejariam ter alguém em quem pudessem confiar, desabafar, conversar e a quem se pudessem entregar por se sentirem compreendidos. Em síntese, o surgimento da depressão relega a pessoa ao isolamento e ao encerramento sobre si próprio (onde encontra solidão, sossego, quietude) recusando e recusando-lhe o convívio social e emerge um posicionamento negativista face ao futuro. A incompreensão, o Estigma e a discriminação de que se sentem alvo e os preconceitos sociais começa na própria família, pelas atitudes de discriminação, e se estende à sociedade, que se revela no medo da proximidade e do contágio. Este fenómeno assenta numa das noções culturais mais antigas e persistentes, e também umadas mais controversas que defende a possível existência de um laço entre sofrimento mental e loucura. Esta representação tem impacto ao nível da Identidade (mortificação do “eu” e na reconstrução biográfica).
The World Health Organization (WHO, 2001) identifies chronic depression as the main cause of disability worldwide, ranking fourth among the ten leading causes of disease. This situation is even more significant because it is estimated that in 20 years depression will be the second leading cause of disease worldwide. This study follows my professional experience within the social rehabilitation in the area of disability and mental illness where community work and contact with the phenomenon of mental illness has brought many concerns about how individuals, their families and communities construct their understandings about illness. In this context, we aim to understand how depression is experienced, explained and interpreted in the daily lives of people we have interviewed. What are the consequences and impacts in their lives? We seek, through the speeches, experiences, senses and meanings of living with a chronic depression. So, the main question that guided this research was: What is the impact of psychiatric diagnosis of chronic depression in life trajectory of the individuals? This research is exploratory and methodologically intensive and qualitative. We have made 10 interviews, using a semi-structured instrument. The analysis and interpretation of data collected were based on the technique of content analysis (Vala, 1990; Pêcheux,1993; Bardin,1977). The results show that speeches identified multiple consequences at various levels of life: family, friends, work, leisure, physical health, social. The accent is on the changes produced by the disease. The most nominated difficulties are dealing with the family environment that is profoundly affected and with social environment and relationships in general. We have observed a reduction in social networks because interviewees isolate themselves in result of the characteristics of the disease. The reference to lack of understanding by others is constant. In this sense interviewees refer they wished to have someone who they could trust, confide, talk, and who they might be with because they feel comprehended. The onset of depression relegates the person to isolation and closure (where they declare to find solitude, peace, stillness) and to refuse social life. The misunderstanding, stigma and discrimination they feel being targeted and social prejudices begin in the family, by attitudes of discrimination, and are extended tothe society that fears ‘contagion’. This phenomenon is based on the oldest and most persistent cultural notions and also in one of the most controversial claims about the possible existence of a connection between mental distress and madness. This representation has impact on the level of identity (mortification of self and biographical reconstruction).
URI: http://hdl.handle.net/10071/3852
Designation: Mestrado em Sociologia da Saúde e da Doença
Appears in Collections:T&D-DM - Dissertações de mestrado

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