Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10071/36893
Autoria: Guedes, Carolina Vicente Rodrigues
Orientação: Silva, Ana Luísa
Data: 18-Dez-2025
Título próprio: Will the revolution be funded? : An exploratory study of radical philanthropy in Europe
Referência bibliográfica: Guedes, C. V. R. (2025). Will the revolution be funded? : An exploratory study of radical philanthropy in Europe [Dissertação de mestrado, Iscte - Instituto Universitário de Lisboa]. Repositório Iscte. http://hdl.handle.net/10071/36893
Palavras-chave: Radical philanthropy
Foundations
Grassroots movements
Philanthrocapitalism
Development
Filantropia radical
Fundações
Movimentos de base
Filantrocapitalismo
Desenvolvimento
Resumo: From #ShiftThePower to trust-based philanthropy, alternative practices that aim to address power relations in philanthropy have become increasingly widespread since the 2010s. Simultaneously, foundations adopting more horizontal structures, participatory decision- making models and articulating a critique of social, economic and political systems perpetuating inequality, have multiplied across Europe. These foundations prioritize supporting underfunded grassroots social movements working towards systemic change and “countering neocolonialist giving”. Through their criticism of capitalism, colonialism and other systems of oppression, as well as its internal structure and grantmaking practices, radical foundations propose to counter development dynamics. If radical philanthropy is critical of development, what is it saying? And what is it doing differently? This research aims to begin to map out key actors, trends and practices in European radical philanthropy, provide a preliminary characterization of the phenomenon and explore grantees’ perspectives on their relationships with radical funders. Thus, the study uses a mix of inductive and deductive qualitative methods to characterize nine European radical foundations selected from the EDGE Funders Alliance network, drawing from foundations’ annual reports, websites and blogs; in addition, it analyzes fourteen semi-structured interviews conducted with grantee organizations from the selected foundation sample. The data reveals that while there are still tensions in the radical foundation model, funder-grantee relationships tend to be closer and more honest due to the foundations’ status as what Susan Ostrander has called “movement insiders”. It is also argued that radical philanthropy, through its narrative and practices, supports pluriversal alternatives to development.
Desde o movimento #ShiftThePower até à “trust-based philanthropy”, práticas alternativas que visam abordar as relações de poder na filantropia têm-se tornado cada vez mais comuns desde a década de 2010. Simultaneamente, multiplicaram-se por toda a Europa fundações que adotam estruturas mais horizontais, modelos de tomada de decisão participativos e que articulam uma crítica aos sistemas sociais, económicos e políticos que perpetuam desigualdades. Estas fundações dão prioridade ao apoio a movimentos sociais de base sub- financiados, que trabalham em prol de mudança sistémica e do “combate ao financiamento neocolonialista”. Através da sua crítica ao capitalismo, colonialismo e a outros sistemas de opressão, bem como à sua estrutura interna e práticas de financiamento, as fundações radicais propõem-se a contrariar as dinâmicas do desenvolvimento. Se a filantropia radical é crítica em relação ao desenvolvimento, o que está a dizer? E o que está a fazer de diferente? Esta investigação tem como objetivo mapear os principais atores, tendências e práticas da filantropia radical europeia, fornecer uma caracterização preliminar do fenómeno e explorar as perspetivas dos beneficiários sobre as suas relações com financiadores radicais. Assim, o estudo utiliza uma combinação de métodos qualitativos indutivos e dedutivos para caracterizar nove fundações radicais europeias selecionadas através da rede EDGE Funders Alliance, baseada em relatórios anuais, websites e blogs das fundações; além disso, analisa catorze entrevistas semiestruturadas realizadas com organizações beneficiárias das fundações selecionadas. Os dados revelam que, embora ainda existam tensões no modelo das fundações radicais, as relações entre financiadores e beneficiários tendem a ser mais próximas e honestas devido ao estatuto que as fundações radicais assumem e que Susan Ostrander chamou de “movement insiders”. Argumenta-se ainda que a filantropia radical, através da sua narrativa e práticas, apoia alternativas pluriversais ao desenvolvimento.
Designação do Departamento: Departamento de Economia Política
Designação do grau: Mestrado em Estudos de Desenvolvimento
Arbitragem científica: yes
Acesso: Acesso Aberto
Aparece nas coleções:T&D-DM - Dissertações de mestrado

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