Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10071/36571
Autoria: Vaessen, Tara Catherine
Orientação: Moleiro, Carla Marina de Matos
Data: 21-Nov-2025
Título próprio: Beyond borders: Rethinking mental health for refugees in Germany from professionals' and refugee's perspectives
Referência bibliográfica: Vaessen, T. C. (2025). Beyond borders: Rethinking mental health for refugees in Germany from professionals' and refugee's perspectives [Dissertação de mestrado, Iscte - Instituto Universitário de Lisboa]. Repositório Iscte. http://hdl.handle.net/10071/36571
Palavras-chave: Refugee mental health
Decolonial psychology
Transcultural psychiatry
Post-migration stress
Saúde mental de refugiados
Psicologia decolonial
Psiquiatria transcultural
Stress pós-migratório
Resumo: Dominant paradigms in mental health systems often rely on frameworks that reflect Eurocentric, colonial epistemologies, limiting their applicability to refugee populations with diverse cultural understandings of distress. This qualitative study explores how refugees in Germany experience and express distress, and how mental health professionals respond to these culturally specific needs within institutional constraints. Drawing on semi-structured interviews with four refugees and four professionals, using reflexive thematic analysis (Braun & Clarke, 2006), the research identified key mismatches between dominant biomedical models and relational, spiritual, and existential approaches to coping. Findings highlighted the ongoing psychological burden of post-migration stressors, legal precarity, systemic exclusion, and identity fragmentation, as well as the limitations professionals face in providing culturally responsive care due to lack of training, bureaucratic hurdles, and structural inflexibility. Findings showed refugees are shown not as passive recipients of care, but as active agents navigating complex emotional terrain through personal, communal, and culturally embedded strategies. The study reinforces calls for culturally humble approaches that centre refugee voices and challenge the universality of the dominant psychological paradigms. Implications are drawn for systemic reform, clinician training, and the development of pluralistic, justice-oriented mental health responses.
Os paradigmas dominantes nos sistemas de saúde mental baseiam-se frequentemente em enquadramentos que refletem epistemologias eurocêntricas e coloniais, limitando a sua aplicabilidade a populações refugiadas com compreensões culturais diversas do sofrimento psíquico. Este estudo qualitativo explora como pessoas em condição de refúgio na Alemanha experienciam e expressam o sofrimento, e como os profissionais de saúde mental respondem a essas necessidades culturalmente de formas específicas dentro de constrangimentos institucionais. Com base em entrevistas semiestruturadas com quatro pessoas refugiadas e quatro profissionais, e utilizando análise temática reflexiva (Braun & Clarke, 2006), a investigação identificou discrepâncias fundamentais entre os modelos biomédicos dominantes e abordagens relacionais, espirituais e existenciais de lidar com a adversidade. Os resultados evidenciaram o sofrimento psicológico contínuo associado a fatores de stress pós-migratórios, precariedade legal, exclusão sistémica e fragmentação identitária, bem como as limitações enfrentadas pelos profissionais na oferta de cuidados culturalmente sensíveis, devido à falta de formação, obstáculos burocráticos e rigidez estrutural. Os resultados apontaram para o facto de que os refugiados não são retratados como recetores passivos de cuidados, mas como agentes ativos que navegam um terreno emocional complexo através de estratégias pessoais, comunitárias e culturalmente enraizadas. O estudo reforça os apelos por abordagens culturalmente humildes que centrem as vozes dos refugiados e desafiem a pretensa universalidade dos paradigmas psicológicos dominantes. São discutidas implicações para reformas sistémicas, formação de profissionais e desenvolvimento de respostas em saúde mental pluralistas e orientadas para a justiça.
Designação do Departamento: Departamento de Psicologia Social e das Organizações
Designação do grau: Mestrado em Psicologia das Relações Interculturais
Arbitragem científica: yes
Acesso: Acesso Restrito
Aparece nas coleções:T&D-DM - Dissertações de mestrado

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