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acessibilidade

http://hdl.handle.net/10071/3119
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Title: Les Casamançais sont «fatigués»
Authors: Marut, Jean-Claude
Keywords: Identidade
Conflito
Casamança -- Senegal
Issue Date: Jul-2002
Publisher: Centro de Estudos Africanos do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa
Abstract: Acontecendo paradoxalmente num pais considerado como um bom aluno do Ocidente, o conflito na Casamança é, neste momento, com 20 anos o de maior duração no continente africano. Trata-se de um conflito de «baixa intensidade» e de uma extensão territorial bastante limitada, mas que é ao mesmo tempo muito complexo : para um lado, constitui uma guerra de libertação, para o outro, uma guerra civil ou mesmo de simples operações de manutenção da ordem - tudo contra o pano de fundo de uma mobilização social e identitária, de rivalidades entre Estados (vizinhos e outros), e de desestabilização sub-regional. Se é verdade que os casamenceses estão hoje cansados deste conflito, tal não significa que tenham esquecido que «os senegaleses» os tinham antes «cansado muito».
Happening paradoxically in a country considered as a model pupil of the West, the Casamance conflict is at this stage the conflict that has lasted longest on the African continent - a total of 20 years. It is a conflict of «low intensity» and of rather limited territorial extension, but which at the same time is highly complex: for one side, it is a liberation war, for the other, a civil war or even e mere operation meant to maintain public order - and all this against the background of social mobilisation where the main cleavages are marked by social identities, of rivalries between (neighbouring and other) states, and of a destabilisation of the whole sub-region. Today the people of the Casamance are tired of the conflict, but have by no means forgotten that «the Senegalese» have before «tired them badly».
Survenant paradoxalement dans un pays qui passe pour être un bon élève de l'Occident, le conflit casamançais est, à ce jour, le plus long - 20 ans - que le continent ait connu. TI s'agit d'un conflit de «basse intensité» et de faible extension territoriale, mais en même temps très complexe: guerre de libération pour les uns, guerre civile, voire simple opérations de maintien de l'ordre pour les autres, le tout sur fond de mobilisation sociale et identitaire, de rivalités inter-étatiques, et de déstabilisation sous-régionale. Si les Casamançais se disent aujourd'hui fatigués de ce conflit, ils n'oublient pas pour autant que «les Sénégalais» les avaient auparavant «beaucoup fatigués».
Peer reviewed: Sim
URI: http://hdl.handle.net/10071/3119
ISSN: 1645-3794
Appears in Collections:CEI-RN - Artigos em revistas científicas nacionais com arbitragem científica

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