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http://hdl.handle.net/10071/2521
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Title: Essays on credit risk management for firms
Authors: Lopes, Samuel José da Rocha
Orientador: Gulamhussen, Mohamed Azzim
Keywords: Bank loans
Bankruptcy and liquidation
Business law
Government policy and regulation
Crédito bancário
Falência e liquidação
Lei comercial
Governação e regulamentação
Issue Date: 2009
Citation: LOPES, Samuel José da Rocha - Essays on credit risk management for firms [Em linha]. Lisboa: ISCTE, 2009. Tese de doutoramento. [Consult. Dia Mês Ano] Disponível em www:<http://hdl.handle.net/10071/2521>. ISBN 978-989-732-073-6.
Abstract: This dissertation consists of three papers about credit risk management and covers different types of firms that can be seen in a bank portfolio. It is used a comprehensive sample maintained by the Portuguese central bank with approximately 43,000 observations on more than 16,000 firms for the period 1997-2003. Almost 2,500 of these observations relate to firms that entered into default according to Basel II definition, representing 6% of the total sample. For the empirical estimations, different methodologies and sub-samples were used to guarantee the fit of the data and the robustness of the results. The first paper (Chapter 1) studies the influence of the independent auditor's going concern evaluation by examining default following the release of the auditor's report. Professional auditing standards require the independent auditor to disclose the uncertainty in the auditor's opinion when there is substantial doubt about an entity's ability to continue as a going concern. The primary purpose of our study was to determine whether the independent auditor's going concern evaluation had information content by examining whether firms default following issuance of a GCO. We use a sub-sample on 12,199 audit reports relating to approximately 2,000 firms that are liable by law to have their accounts audited on an annual basis. Empirical estimation of a logit model controlling for accounting cash flow related and non-accounting variables shows that the likelihood of default for firms that received going concern opinion is 2.792 times that of firms that received a clean opinion. Likelihood ratio tests for omitted variable also confirm the incremental predictive ability of going concern opinion over and above accounting and non-accounting variables for the estimation and hold-out samples. In the non-defaulting group the average default rate is 6.05% and in the defaulting group it is 17.78%. The default rate for firms in the nondefaulting group that received a going concern opinion is 9.92% and for firms that received a clean opinion is 5.96%. In the defaulting group, the rate for firms that received a going concern opinion is 35.49% and for firms that received a clean opinion is 16.96%. Checks for robustness across different asset classes, age, industries and regions indicate that firms that receive a going concern opinion on average default more than those that receive a clean opinion. The second paper (Chapter 2) uses the total sample and analyzes default events for limited liability (non-listed) and full liability firms in order to understand the loan default characteristics of these two groups of firms. We test six hypotheses that relate the influence of accounting ratios and their distributional properties to default. Additionally, two hypotheses are tested relating the influence of liability status of firms and default and the incremental predictive ability of liability status over and above accounting ratios when predicting default. The following ratios - cash flow to total debt, operational cash flows to debt costs, equity to total assets and liquidity - are found to be negatively related to default. Size of the firm and age are also negatively related to default. Limited liability is positively related to default. The predicted default probability of full liability firms is 0.83 times that of limited liability firms. The likelihood ratio test for omitted variable also confirms the incremental predictive ability of liability status over and above accounting information for the estimation and hold-out samples. In the non-defaulting group, the average default rate for limited liability firms is 0.53% higher than that of full liability firms. This difference is 2.07% higher in the defaulting group. Cross tabulation by liability status and asset size shows that the advantage of full liability decreases with size. The third paper (Chapter 3) discloses a simple model based on accounting and nonaccounting ratios to determine default of privately-held firms and a method of computing default probabilities that can be used at the central bank in Portugal to calculate minimum capital requirements for the banking sector and utilize them as benchmarks in the validation of the internal models of the commercial banks. The Basel Committee on Banking Supervision advocates that central and commercial banks model and estimate default probabilities with specific country or bank portfolios. Little research exists on privately held firms and default. We use novel loan data for a sample of 31,025 accounts of privately-held firms maintained by the Portuguese central bank. Our data includes 30 accounting ratios and non-accounting information on size, age, industry and geographic regions. In relation to accounting ratios, we find interest costs to gross income, solidity and working capital to total assets to have the most significant influence on the probability of default. The accounting ratios that show lower marginal influence on the probability of default are return on investment, financial coverage, account payables and receivables, and return on equity. Additionally, we find that unlike the observation in the context of listed firms, size appears positively related to default and although age of firm appears negatively related to default, its marginal influence on default probability is very low. The analysis of the joint influence of non-accounting and accounting variables shows that size alters the relation between several variables and default. Our findings also indicate industry and geographic variations in the default data. The findings suggest that results relating to listed firms cannot be generalized by policy makers and regulators to apply equally to privatelyheld firms. The findings of the three papers all together provide valuable information not only to the credit risk management of financial institutions but also to policy makers and supervisory authorities.
Esta dissertação é constituída por três artigos sobre gestão de risco de crédito e engloba diferentes tipos de empresas que podem ser observadas na carteira de crédito de um banco. Foi usada uma extensa base de dados do Banco de Portugal, com cerca de 43.000 demonstrações financeiras de mais de 16.000 empresas, no periodo compreendido entre 1997 e 2003. Cerca de 2.500 observações pertencem a empresas que entraram em incumprimento de crédito, conforme a definição de Basileia II, representando 6% do total de observações da base de dados em estudo. No desenvolvimento das estimações empíricas, foram aplicadas diferentes metodologias e sub-grupos de observações da base de dados principal, no sentido de garantir a qualidade dos dados usados, bem como a robustez dos resultados obtidos. O primeiro artigo, no capítulo 1, estuda a influência da avaliação do auditor externo sobre a capacidade de continuidade de uma empresa através da análise dos eventos de incumprimento de crédito após a produção do relatório do auditor. Os requisitos profissionais da função de auditoria implicam que o auditor externo, na elaboração da sua opinião, tenha em consideração e informe explicitamente sempre que existam dúvidas significativas sobre a capacidade de continuidade de uma empresa. A primeira intenção do estudo foi determinar se a avaliação sobre a capacidade de continuidade de uma empresa, por parte do auditor externo, conteria informação substancial, examinando para isso as empresas que entraram em incumprimento de crédito após a emissão de dúvidas por parte do auditor. Nesse sentido, foram usados 12.199 relatórios de auditoria relativos a cerca de 2.000 empresas obrigadas por lei a ter as respectivas contas auditadas anualmente. A estimação empirica de um modelo logit, controlando informação contabilística de cash flows bem como variáveis não contabilísticas, mostra que nas empresas que receberam, na opinião do auditor externo, dúvidas sobre a capacidade de continuidade, a probabilidade de incumprimento de crédito é 2,792 vezes superior em comparação com as empresas sem esse tipo de opinião. Os testes de Likelihood ratio para a omissão de variáveis confirmam o valor incremental preditivo da opinião do auditor externo sobre a capacidade de continuidade das empresas, quando comparado com variáveis contabilísticas e não contabilísticas, na estimação de base e nas estimações através de bases de dados de comparação (out-ofsample). No grupo de empresas que não entraram em incumprimento de crédito, a taxa média de incumprimento estimada é de 6.05%, enquanto no grupo de empresas que entraram em incumprimento a taxa média de incumprimento estimada é de 17.78%. A taxa de incumprimento estimada de crédito para o grupo de empresas que não entraram em incumprimento e que receberam uma opinião de incerteza sobre a capacidade de continuidade, por parte do auditor externo, é de 9.92%, enquanto para as restantes empresas a taxa média é de 5.96%. No grupo de empresas que entraram em incumprimento de crédito, e nesse grupo, as empresas que receberam uma opinião de incerteza por parte do auditor externo, a taxa média estimada é de 35.49%, enquanto para as restantes empresas do mesmo grupo, a taxa média estimada é de 16.96%. A confirmação da robustez das conclusões através da análise de diferentes dimensões de empresas, antiguidade das empresas, sectores e regiões geográficas indicam que as empresas que receberam uma opinião de incerteza de capacidade de continuidade por parte do auditor externo, em média, entram mais em incumprimento de crédito do que as empresas que não têm qualquer opinião de incerteza por parte do auditor externo. O segundo artigo, no capítulo 2, usa a totalidade dos dados e analisa os eventos de incumprimento de crédito para sociedades anónimas não cotadas e para sociedades por quotas, no sentido de perceber as características de incumprimento de crédito para cada um dos grupos de empresas. São estudadas seis hipóteses teóricas que relacionam a influência de rácios contabilísticos e as respectivas propriedades distributivas relacionadas com o incumprimento de crédito. Adicionalmente, duas hipóteses são testadas relacionando a influência do enquadramento e responsabilidade legal e o incumprimento de crédito, bem como o incremento da capacidade preditiva do enquadramento legal relativamente aos rácios contabilísticos na estimação de incumprimento de crédito. Os seguintes rácios: cash flow sobre a divida total; cash flows operacionais sobre os custos financeiros da dívida; capitais próprios sobre o total de activos; e liquidez; têm uma relação negativa com o incumprimento de crédito. A dimensão da empresas e a respectiva idade também estão relacionados negativamente com o incumprimento de crédito. As sociedades anónimas estão relacionadas positivamente com o incumprimento de crédito comparativamente às sociedades por quotas. A probabilidade de incumprimento estimada para sociedades por quotas é 0,83 vezes a probabilidade de incumprimento das sociedades anónimas. Os testes de Likelihood ratio para a omissão de variáveis também confirmam o valor incremental preditivo do enquadramento legal, quando comparado com informação contabilística, na estimação de base e estimações através de bases de dados de comparação (out-of-sample). No grupo de empresas que não entraram em incumprimento de crédito, para sociedades anónimas, a taxa média de incumprimento estimada é 0.53% superior à taxa de incumprimento estimada para sociedades por quotas. A mesma diferença é 2,07% superior no grupo de empresas que entraram em incumprimento de crédito. A confirmação da robustez das conclusões através da análise de diferentes dimensões de empresas indicam que a vantagem das sociedades por quotas diminui com a dimensão das empresas. O terceiro artigo, no capítulo 3, apresenta um modelo baseado em rácios contabilísticos e não contabilísticos para determinar o incumprimento de crédito de empresas não cotadas e um método de estimação de probabilidades de incumprimento de crédito o qual pode ser usado pelo banco central em Portugal para calcular os requisitos minimos de capital regulamentar dos bancos, bem como a sua utilização como benchmarks na validação de modelos de rating internos da banca comercial. O Comité de Supervisão Bancária de Basileia refere a necessidade de os bancos centrais e a banca comercial modelizarem e estimarem probabilidades de incumprimento de crédito tendo em consideração as respectivas especificidades dos portfólios e países em questão. Relativamente a empresas não cotadas existem poucos estudos relacionados com incumprimentos de crédito. Nesse sentido, é usada uma base de dados do Banco de Portugal com 31.025 demonstrações financeiras de empresas não cotadas. Os dados usados incluem 30 rácios contabilísticos e informação não contabilística sobre a dimensão e idade das empresas, sector, e região geográfica. Em relação aos rácios contabilísticos: os custos financeiros sobre os resultados brutos; solvabilidade; e a formação bruta de capital fixo sobre o total de activos têm a influência mais significativa na probabilidade de incumprimento de crédito. Os rácios contabilísticos que apresentam menor influência marginal na probabilidade de incumprimento de crédito são a: rendibilidade dos activos; cobertura financeira; prazo médio de pagamentos; prazo médio de recebimentos; e rendibilidade dos capitais próprios. Adicionalmente, e ao contrário das observações no contexto de empresas cotadas, a dimensão da empresa aparece positivamente relacionada com o incumprimento de crédito, e apesar da idade da empresa surgir negativamente relacionada, a sua contribuição marginal na influência da estimação de probabilidades de incumprimento é reduzida. A análise da influência conjunta de variáveis contabilísticas e não contabilísticas mostra que a dimensão das empresas altera a relação de algumas variáveis com o evento de incumprimento de crédito. Os resultados também indicam variações sectoriais e geográficas nos dados de incumprimento de crédito. Os resultados sugerem que a informação relacionada com empresas cotadas não pode ser generalizada nem aplicada igualmente pelos reguladores às empresas não cotadas. Em suma, os resultados dos três artigos apresentam informação importante não apenas para a gestão de risco de crédito de instituições financeiras, mas também para os reguladores e autoridades de supervisão financeira.
URI: http://hdl.handle.net/10071/2521
ISBN: 978-989-732-073-6
Designation: Doutoramento em Gestão
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