'Não sou mesmo uma feminista?' A Política do Corpo em O Alegre Canto da Perdiz, de Paulina Chiziane

dc.contributor.authorTeixeira, Ana Luísa Valente Marques
dc.date.accessioned2014-09-05T10:27:31Z
dc.date.available2014-09-05T10:27:31Z
dc.date.issued2010-06
dc.description.abstractEste artigo propõe uma leitura do romance de Paulina Chiziane, O Alegre Canto da Perdiz (2008), a partir da conflitualidade entre classe, gênero e raça, enquanto conceitos social e culturalmente construídos. Questionarei a possibilidade de este romance ser a nova expressão de uma écriture féminine (CIXOUS, 1975) em Moçambique, defendendo que: 1. existe uma abordagem intencional ao conceito de “falocentrismo” (DERRIDA, 1993) através de uma (re)escrita do corpo feminino; 2. Chiziane desenvolve o jogo entre uma concepção particular e uma concepção universal (WITTIG, 1983) do conceito “mulher”; 3. é atribuído um significado simbólico à condição de mãe (KRISTEVA, 1980), que se transforma numa fonte subliminar de opressão; 4. é possível perceber a presença de uma expressão lésbica de amor, já que o texto dá forma ao conflito entre a rendição a uma heterossexualidade imposta (“compulsory heterosexuality”. RICH, 1980) e a necessidade de resistir e lutar contra a opressão da mulher que daí resulta.por
dc.description.abstractThis paper proposes a reading of Chiziane’s novel O Alegre Canto da Perdiz (2008), taking into account the intersections between class, gender and race, as socially and culturally constructed concepts. I shall question whether this novel might be the latest expression of an écriture féminine (CIXOUS, 1975) in Mozambique, showing that: 1. there is an intentional approach to “phallogocentrism” (Derrida, 2000), in Chiziane’s (re)writing of the female body; 2. Chiziane develops a specific interplay between a particular and a universal point of view (WITTIG, 1983) on the concept of “woman”; 3. motherhood is ascribed a symbolic meaning (KRISTEVA, 1980) and becomes a subliminal source of oppression; 4. it is possible to uncover a lesbian voice in Chiziane’s narrative, as the text gives form to a conflict between the compliance with compulsory heterosexuality (RICH, 1980) and the need to resist and struggle against women’s oppression as its outcome.por
dc.distributionInternacionalpor
dc.identifier.issnhttp://setorlitafrica.letras.ufrj.br/mulemba/artigo.php?art=artigo_2_7.phppor
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10071/7734
dc.journalMulembapor
dc.language.isoporpor
dc.number2por
dc.peerreviewedSimpor
dc.publicationstatusPublicadopor
dc.publisherUniversidade Federal do Rio de Janeiropor
dc.rightsopen accesspor
dc.subjectLiteraturas africanas de expressão portuguesapor
dc.subjectLiteratura moçambicana estudos de gêneropor
dc.subjectLuso-african literaturepor
dc.subjectMozambican literaturepor
dc.subjectGender studiespor
dc.subjectFeminist studiespor
dc.subjectFeminismopor
dc.title'Não sou mesmo uma feminista?' A Política do Corpo em O Alegre Canto da Perdiz, de Paulina Chizianepor
dc.typearticle
degois.publication.locationRio de Janeiropor
degois.publication.titleMulembapor
dspace.entity.typePublicationen

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