Política externa portuguesa e áfrica: a necessidade de um olhar renovado
| dc.contributor.author | Raimundo, A. | |
| dc.contributor.editor | Raimundo, António | |
| dc.date.accessioned | 2023-01-09T09:53:45Z | |
| dc.date.available | 2023-01-09T09:53:45Z | |
| dc.date.issued | 2019 | |
| dc.date.updated | 2023-01-09T09:52:25Z | |
| dc.description.abstract | África é uma dimensão tradicional da política externa portuguesa. Em leituras de cariz geopolítico sobre a inserção internacional de Portugal no longo-prazo, a região aparece associada ao vector atlântico das relações externas portuguesas. A procura de equilíbrio entre tal dimensão atlântica ou marítima e a dimensão europeia ou continental da sua política externa seria uma constante da orientação externa de Portugal desde pelo menos o século XV, refectindo a sua natureza enquanto pequeno país, semiperiférico e com uma só fronteira terrestre (Borges de Macedo 2006; Teixeira, 2004). Durante a fase fnal do Estado Novo, em particular, a defesa intransigente das colónias africanas face à pressão descolonizadora internacional foi um objectivo central da política externa portuguesa, ao ponto de serem sustidos confitos prolongados em vários desses territórios, com implicações pesadas e duradouras (MacQueen 1998; Pinto 2001; Teixeira, 2015). Tal enfoque e infexibilidade foi motivado pelo tipo de considerações geoestratégicas referidas acima, mas também pela presença de interesses económicos ligados às colónias, bem como pelo conservadorismo e natureza autoritária do regime da altura (Alexandre, 2000; Oliveira, 2008). Além disso, foi inspirado pelo nacionalismo colonial que a partir do século XIX marcou de forma ampla e profunda a visão do país sobre si próprio. Num contexto de acrescida vulnerabilidade nacional, o Império Africano é então mitifcado enquanto “Eldorado” e como parte da “herança sagrada” dos Descobrimentos que importava preservar, passando a ser entendido por sucessivos regimes políticos, até 1974, como garante da identidade e sobrevivência do país (Alexandre, 1995). | por |
| dc.description.version | info:eu-repo/semantics/publishedVersion | |
| dc.event.location | Lisboa | por |
| dc.identifier.citation | Raimundo, A. (2019). Política externa portuguesa e áfrica: a necessidade de um olhar renovado. EM Raimundo, A. (Ed.). Política externa portuguesa e África: tendências e temas contemporâneos (pp. 13-28). Centro de Estudos Internacionais do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL). http://hdl.handle.net/10071/27070 | |
| dc.identifier.isbn | 978-989-781-168- | |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10071/27070 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.pagination | 13 - 28 | |
| dc.peerreviewed | no | |
| dc.publisher | Centro de Estudos Internacionais do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL) | |
| dc.relation | info:eu-repo/grantAgreement/FCT/FARH/SFRH%2FBPD%2F99579%2F2014/PT | |
| dc.relation.ispartof | Política externa portuguesa e África: tendências e temas contemporâneos | |
| dc.rights | open access | |
| dc.subject | Portugal | por |
| dc.subject | África | por |
| dc.subject | Política externa -- Foreign policy | por |
| dc.subject.fos | Domínio/Área Científica::Ciências Sociais::Ciências Políticas | por |
| dc.title | Política externa portuguesa e áfrica: a necessidade de um olhar renovado | por |
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| iscte.identifier.ciencia | https://ciencia.iscte-iul.pt/id/ci-pub-64180 | |
| iscte.subject.ods | Paz, justiça e instituições eficazes | por |
| iscte.subject.ods | Parcerias para a implementação dos objetivos | por |
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