Espaço de representação: o 1° de Maio de 1974 e a ressignificação da Alameda

dc.contributor.authorAmorim, P.
dc.contributor.authorAndré, P.
dc.contributor.editorPaula André, Paulo Simões Rodrigues, Margarida Brito Alves, Miguel Reimão Costa
dc.date.accessioned2019-02-27T15:07:14Z
dc.date.available2019-02-27T15:07:14Z
dc.date.issued2018
dc.description.abstractUma semana após a revolução que depôs a ditadura do Estado Novo, o 1º de Maio de 1974 foi a primeira grande manifestação depois de décadas em que o direito à “reunião” esteve proibido. As ruas de Lisboa foram tomadas pela população, que rompeu a ordem quotidiana da capital portuguesa, quando, a Alameda Dom Afonso Henriques, tomada por expressões massivas em prol da liberdade, se torna palco da maior concentração de cidadãos. Planeada e construída entre os anos de 1927 e 1948, sob o comando do Ministro das Obras Públicas, Duarte Pacheco, a Alameda é concebida no período em que as campanhas de planeamento urbano do Estado Novo visavam a ordem e o controle do espaço pelo Estado, no qual tendia a consolidação de um regime que louvava a tradição histórica e os valores conservadores do passado. De fato, se a Alameda Dom Afonso Henriques constitui uma referência no âmbito de uma arquitectura operacionada pelo poder ideológico do Estado Novo, é, igualmente, uma revelação de um espaço público onde as manifestações político-sociais, ressignificaram o espaço urbano, transformando-o num produto da construção colectiva. Assim, este estudo debruça-se sobre o estudo dos Espaços de Representações, centrando o quadro conceptual nos autores Tonino Bettanini (1982) - Espaço e Ciências Humanas -, que apresenta o pensamento sobre o espaço de representação baseado no termo proposto pelo historiador alemão Georg Mosse (1974), -The Nationalization of the Masses -, onde analisa os espaçosmonumentos criados pela Alemanha Nazista como forma de promover a cristalização do ideal da pátria e da nova ordem instaurada; e Henri Lefebvre (2006) - A Produção do Espaço - que expõe o pensamento acerca do espaço social, no qual atribui ao espaço de representação o aspecto simbólico e o espaço vivido através das imagens e símbolos que o acompanham. Pretende-se, deste modo, reflectir sobre o significado do espaço de representação como materialização de um regime opressor, mas também, retratar através do objecto de estudo, o contraponto com a rigidez do monumento, o qual se revela como um espaço dinâmico, de natureza simbólica, apresentando-se como objecto central no processo de afirmação e legitimação de uma organização social.por
dc.description.versioninfo:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.event.date2018
dc.event.locationLisboapor
dc.event.typeConferênciapt
dc.identifier.isbn9789897810336
dc.identifier.urihttps://ciencia.iscte-iul.pt/id/ci-pub-54246
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10071/17447
dc.journalAntologia de Ensaios - Laboratório Colaborativo: dinâmicas urbanas, património, artes. IV - Seminário de investigação, ensino e difusão
dc.language.isopor
dc.pagination6 - 23
dc.peerreviewedyes
dc.publisherDINÂMIA'CET-IUL
dc.relationUID/SOC/03127/2013
dc.rightsopen access
dc.subjectEspaço públicopor
dc.subjectManifestaçãopor
dc.subjectRepresentaçãopor
dc.subjectAlameda Dom Afonso Henriquespor
dc.titleEspaço de representação: o 1° de Maio de 1974 e a ressignificação da Alamedapor
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