Portugal e o regresso dos colonos de Angola e Moçambique: Resposta governativa e memória

dc.contributor.authorDelaunay, Morgane
dc.date.accessioned2022-07-19T15:17:07Z
dc.date.available2022-07-19T15:17:07Z
dc.date.issued2022
dc.description.abstractApós a Revolução dos Cravos, Portugal viu-se confrontado com um movimento migratório sem precedentes na sua história: mais de meio milhão de colonos chegaram à antiga metrópole no decurso de 1975. Se o evento de per se não foi invulgar, a inscrever-se no quadro dos repatriamentos iniciados pelas outras ex-potências imperiais a seguir à Segunda Guerra mundial, o repatriamento dos portugueses de Angola e Moçambique revestiu, porém, características particulares. Uma destas características foi o contexto interno do país, caracterizado não só por uma grande instabilidade político-social, mas também económica. Neste contexto, a chegada maciça dos ditos “retornados”, representou um desafio suplementar para as autoridades. A ser o maior fenómeno de regresso conhecido até hoje por Portugal, estudar a resposta governativa desenvolvida naquela altura, justaposta com a experiência e memória dos próprios retornados, permite não só uma contextualização no tempo histórico das atuais medidas governamentais para com os emigrantes, bem como explorar eventuais paralelismos com processos de repatriamento equivalentes. Baseando-se nas fontes dos organismos estatais criados para implementar estas políticas, bem como nos debates parlamentares, na imprensa da época e no uso da história oral, este artigo opera um cruzamento de fontes que permite ponderar dois discursos dominantes: o discurso oficial, que apresenta o processo de integração dos retornados na sociedade portuguesa como tendo ocorrido sem nenhum sobressalto, ou seja, de maneira exemplar, discurso que denota uma clara influência lusotropicalista; e um discurso de vitimização desenvolvido por uma parte dos retornados, dentro do qual a ideia de abandono da parte das autoridades tem um lugar central.por
dc.description.versionpublicadapor
dc.identifier.citationDelaunay, M. (2022). Portugal e o regresso dos colonos de Angola e Moçambique: Resposta governativa e memória. CIDADES, Comunidades e Territórios, (44), 87–103. https://doi.org/10.15847/cct.25441por
dc.identifier.doihttps://doi.org/10.15847/cct.25441por
dc.identifier.issn2182-3030por
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10071/25887
dc.language.isoporpor
dc.number44por
dc.pagination87–103por
dc.peerreviewedyespor
dc.publisherDINÂMIA'CET-Isctepor
dc.relationUIDB/03127/2020por
dc.rightsopen accesspor
dc.subjectRetornadospor
dc.subjectFim do império colonial portuguêspor
dc.subjectRetornopor
dc.subjectPolíticas de integraçãopor
dc.subjectMemóriapor
dc.titlePortugal e o regresso dos colonos de Angola e Moçambique: Resposta governativa e memóriapor
dc.typearticle
dspace.entity.typePublicationen
iscte.journalCIDADES, Comunidades e Territóriospor

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