A responsabilidade da Câmara Municipal do Montijo no dinamismo ambiental

dc.contributor.advisorGuerra, João
dc.contributor.authorAmbrósio, Jakilson Vicente da Graça
dc.date.accessioned2026-08-07T13:52:35Z
dc.date.issued2026-02-03
dc.date.submitted2025-11
dc.description.abstractEste estudo analisa o papel da Câmara Municipal do Montijo na promoção de uma gestão ambiental dinâmica e sustentável, situando-o no quadro mais amplo das problemáticas ambientais globais e locais. São revisitados marcos internacionais que moldaram a governança ambiental contemporânea - da Declaração de Estocolmo (1972) à Agenda 21 (1992) e à Agenda 2030 (2015) - bem como instrumentos mais recentes, como o Acordo de Paris (2015). O enquadramento teórico integra também o conceito de limites planetários (Rockström et al., 2009; Steffen et al., 2015), sublinhando a urgência de políticas locais coerentes com os princípios de sustentabilidade e justiça ambiental. No plano empírico, a investigação examina a forma como o dinamismo ambiental se manifesta no município do Montijo, analisando indicadores de investimento público, mobilidade, gestão de resíduos, qualidade da água e desempenho nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Recorre-se a dados secundários provenientes do INE, PORDATA e plataforma ODSLocal, abrangendo o período de 1993 a 2022 e permitindo uma leitura longitudinal e comparativa com outros municípios da Área Metropolitana de Lisboa (AML). A metodologia combina análise quantitativa e qualitativa, articulando dimensões socioeconómicas, ambientais e institucionais. Os resultados revelam avanços seletivos em áreas como a mobilidade sustentável, a eficiência energética e a educação ambiental, mas também constrangimentos significativos relacionados com limitações orçamentais e coordenação intermunicipal. Evidenciam-se desigualdades socioambientais persistentes, que condicionam a capacidade de concretização de políticas sustentáveis. O estudo conclui que o dinamismo ambiental local depende de uma governança multinível, participativa e integradora, sustentada por estratégias de educação e envolvimento cívico. Em síntese, argumenta-se que a sustentabilidade municipal deve ser entendida como um processo contínuo de aprendizagem social e inovação institucional, em que a ação local se articula com os compromissos globais da Agenda 2030. O caso do Montijo demonstra que o caminho para a sustentabilidade exige não apenas capacidade técnica e financeira, mas sobretudo justiça social, cooperação e corresponsabilidade cidadã.
dc.description.abstractThis study examines the role of the Montijo Municipality in promoting a dynamic and sustainable approach to environmental management, situating it within the broader context of global and local environmental challenges. It revisits key international milestones that have shaped contemporary environmental governance - from the Stockholm Declaration (1972) to Agenda 21 (1992) and the 2030 Agenda for Sustainable Development (2015) - as well as more recent frameworks such as the Paris Agreement (2015). The theoretical framework also incorporates the concept of planetary boundaries (Rockström et al., 2009; Steffen et al., 2015), highlighting the urgency of local policies aligned with principles of sustainability and environmental justice. Empirically, the research explores how environmental dynamism manifests in the municipality of Montijo, analysing indicators related to public investment, mobility, waste management, water quality, and performance on the Sustainable Development Goals (SDGs). It draws on secondary data from the Portuguese National Statistics Institute (INE), PORDATA, and the ODSLocal platform, covering the period from 1993 to 2022. The methodology combines quantitative and qualitative approaches, articulating socioeconomic, environmental, and institutional dimensions in a longitudinal and comparative analysis with other municipalities of the Lisbon Metropolitan Area (LMA). Findings indicate selective progress in areas such as sustainable mobility, energy efficiency, and environmental education, while significant challenges remain due to financial limitations and weak inter-municipal coordination. Persistent socio-environmental inequalities constrain the effective implementation of sustainability policies. The study concludes that local environmental dynamism depends on multilevel, participatory, and integrative governance, supported by education and civic engagement strategies. The research argues that municipal sustainability should be understood as an ongoing process of social learning and institutional innovation, in which local action aligns with global sustainability commitments under the 2030 Agenda. The case of Montijo illustrates that advancing sustainability requires technical and financial capacity, social justice, cooperation, and shared civic responsibility.
dc.identifier.citationAmbrósio, J. V. da G. (2025). A responsabilidade da Câmara Municipal do Montijo no dinamismo ambiental [Dissertação de mestrado, Iscte - Instituto Universitário de Lisboa]. Repositório Iscte. http://hdl.handle.net/10071/38204
dc.identifier.tid204218535
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10071/38204
dc.language.isopor
dc.peerreviewedyes
dc.rightsopen access
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
dc.subjectSustentabilidade local
dc.subjectDinamismo ambiental
dc.subjectMontijo
dc.subjectGovernança multinível
dc.subjectJustiça ambiental
dc.subjectAgenda 2030
dc.subjectLocal sustainability
dc.subjectEnvironmental dynamism
dc.subjectMultilevel governance
dc.subjectEnvironmental justice
dc.subject2030 Agenda
dc.subject.fosCiências Sociais::Sociologia
dc.titleA responsabilidade da Câmara Municipal do Montijo no dinamismo ambiental
dc.typemasterThesispt-PT
dspace.entity.typePublication
iscte.subject.odsEducação de qualidade
iscte.subject.odsAção climática
iscte.subject.odsCidades e comunidades sustentáveis
thesis.degree.departmentDepartamento de Sociologia
thesis.degree.nameMestrado em Sociologia

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