O impacto da política monetária não convencional na distribuição de riqueza
| dc.contributor.advisor | Martins, Luís Filipe Farias de Sousa | |
| dc.contributor.author | Correia, Guilherme Simões | |
| dc.date.accessioned | 2019-07-01T08:55:19Z | |
| dc.date.available | 2019-07-01T08:55:19Z | |
| dc.date.issued | 2018-12-19 | |
| dc.date.submitted | 2018-10 | |
| dc.description.abstract | A Reserva Federal do Estados Unidos da América (EUA), no final de 2008, estava na iminência de esgotar as suas ferramentas convencionais de política monetária (com a taxa de juro overnight quase a chegar a 0%), ao mesmo tempo que assistia ao deteriorar da performance da economia americana. De forma a ultrapassar esta situação, implementou medidas excecionais de estímulo à economia, conhecidas como Quantitative Easing (QE). Este programa incluiu a compra de dívida do tesouro dos EUA, assim como de mortgage-backed securities e dívida emitidas por entidades estatais ou sob supervisão estatal, em montante tão elevado que a meio de 2014 a Reserva Federal já detinha mais de 4 biliões de dólares destes ativos (cerca de 23% do PIB). Esta injeção de dinheiro na economia levou a que se levantassem questões respeitantes ao crescimento do preço de ativos financeiros e possível aumento da desigualdade de riqueza. O que procurei investigar nesta dissertação foi precisamente isso: qual o impacto da política monetária não convencional na distribuição da riqueza, no caso dos EUA. Para tal, recorri a um método de event study para estimar o impacto do QE em variáveis chave para a riqueza das famílias e combinei esses resultados com dados detalhados da riqueza das famílias em 2010, provenientes do Survey of Consumer Finances (SCF), para criar um cenário contra-factual em que não tivesse ocorrido o QE. Os resultados finais são obtidos pela diferença entre o cenário contra-factual e o efetivamente ocorrido em 2010. As conclusões vão de encontro à literatura revista para outros países (Zona Euro, Itália e Reino Unido): o QE diminui a desigualdade na riqueza devido, maioritariamente, ao aumento do preço das casas. | por |
| dc.description.abstract | A Reserva Federal do Estados Unidos da América (EUA), no final de 2008, estava na iminência de esgotar as suas ferramentas convencionais de política monetária (com a taxa de juro overnight quase a chegar a 0%), ao mesmo tempo que assistia ao deteriorar da performance da economia americana. De forma a ultrapassar esta situação, implementou medidas excecionais de estímulo à economia, conhecidas como Quantitative Easing (QE). Este programa incluiu a compra de dívida do tesouro dos EUA, assim como de mortgage-backed securities e dívida emitidas por entidades estatais ou sob supervisão estatal, em montante tão elevado que a meio de 2014 a Reserva Federal já detinha mais de 4 biliões de dólares destes ativos (cerca de 23% do PIB). Esta injeção de dinheiro na economia levou a que se levantassem questões respeitantes ao crescimento do preço de ativos financeiros e possível aumento da desigualdade de riqueza. O que procurei investigar nesta dissertação foi precisamente isso: qual o impacto da política monetária não convencional na distribuição da riqueza, no caso dos EUA. Para tal, recorri a um método de event study para estimar o impacto do QE em variáveis chave para a riqueza das famílias e combinei esses resultados com dados detalhados da riqueza das famílias em 2010, provenientes do Survey of Consumer Finances (SCF), para criar um cenário contra-factual em que não tivesse ocorrido o QE. Os resultados finais são obtidos pela diferença entre o cenário contra-factual e o efetivamente ocorrido em 2010. As conclusões vão de encontro à literatura revista para outros países (Zona Euro, Itália e Reino Unido): o QE diminui a desigualdade na riqueza devido, maioritariamente, ao aumento do preço das casas. | por |
| dc.identifier.citation | Correia, G. S. (2018). O impacto da política monetária não convencional na distribuição de riqueza [Dissertação de mestrado, Iscte - Instituto Universitário de Lisboa]. Repositório do Iscte. http://hdl.handle.net/1007118289 | pt-PT |
| dc.identifier.tid | 202137988 | por |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10071/18289 | |
| dc.language.iso | por | por |
| dc.peerreviewed | yes | por |
| dc.rights | open access | por |
| dc.subject | Economia monetária | por |
| dc.subject | Política monetária | por |
| dc.subject | Instrumentos financeiros | por |
| dc.subject | Ativo financeiro | por |
| dc.subject | Distribuição da riqueza | por |
| dc.subject | Estados Unidos da América | por |
| dc.subject | Quantitative easing | por |
| dc.subject | Large-scale asset purchases | por |
| dc.subject | Inequality | por |
| dc.subject | Wealth | por |
| dc.subject | United States of America | por |
| dc.subject | Monetary policy | por |
| dc.subject | SFC | por |
| dc.subject | Counterfactual | por |
| dc.subject.fos | Domínio/Área Científica::Ciências Sociais::Economia e Gestão | por |
| dc.subject.jel | D14 | |
| dc.subject.jel | D31 | |
| dc.subject.jel | E44 | |
| dc.subject.jel | E52 | |
| dc.subject.jel | E58 | |
| dc.subject.jel1 | D Microeconomics | |
| dc.subject.jel1 | E Macroeconomics and monetary economics | |
| dc.title | O impacto da política monetária não convencional na distribuição de riqueza | por |
| dc.type | masterThesis | por |
| dspace.entity.type | Publication | en |
| thesis.degree.name | Mestrado em Economia Monetária e Financeira | por |
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