Horror como linguagem crítica: Raça, gênero e intermidialidade em Get Out e The Stepford Wives

dc.contributor.advisorSá, Ana Lúcia
dc.contributor.advisorRibas, Maria Cristina Cardoso
dc.contributor.authorSantos, Jéssica Lira
dc.date.accessioned2026-09-01T11:20:15Z
dc.date.issued2026-04-09
dc.date.submitted2025-09
dc.description.abstractEsta dissertação investiga como o horror, enquanto linguagem estética e política, opera como ferramenta de crítica e subversão nas narrativas The Stepford Wives (romance de Ira Levin, 1972, e filme de 1975) e Get Out (filme de Jordan Peele, 2017). Através de uma abordagem intermidial (RAJEWSKY, 2012), explora-se como o processo de transposição midiática e de evocação intertextual (KRISTEVA, 1969) contribui para a construção de simbolismos em torno da raça e do gênero. Ancorando-se nos estudos de representação de Stuart Hall (2003) e na crítica do olhar racializado de bell hooks (1992), a análise aponta como essas obras denunciam o racismo estrutural e o patriarcado através do grotesco, da sátira e da abjeção (KRISTEVA, 1982). O horror, longe de ser um mero entretenimento, revela-se como dispositivo de denúncia e deslocamento das normas que regulam os corpos e os afetos. Também se mobiliza o conceito de carnavalização de Bakhtin (1981), para pensar o uso do riso, da ironia e da inversão como modos de insubordinação estética e simbólica. Ao analisar essas obras sob o prisma da intermidialidade - com ênfase na transposição midial (Media transposition, Rajewsky, 2012) - e da crítica cultural, propõe-se uma reflexão sobre o modo como o horror revela as engrenagens do medo social e os limites da tolerância liberal.
dc.description.abstractThis dissertation investigates how horror, as an aesthetic and political language, operates as a tool for criticism and subversion in the narratives The Stepford Wives (novel by Ira Levin, 1972, and film from 1975) and Get Out (film by Jordan Peele, 2017). Through an intermedial approach (RAJEWSKY, 2012), it explores how the processes of media transposition and intertextual evocation (KRISTEVA, 1969) contribute to the construction of symbolism around race and gender. Anchored in Stuart Hall's studies of representation (2003) and bell hooks' critique of the racialized gaze (1992), the analysis points out how these works denounce structural racism and patriarchy through the grotesque, satire, and abjection (KRISTEVA, 1982). Horror, far from being mere entertainment, reveals itself as a device for denouncing and displacing the norms that regulate bodies and affections. Bakhtin's (1981) concept of carnivalization is also mobilized to think about the use of laughter, irony, and inversion as modes of aesthetic and symbolic insubordination. By analyzing these works from the perspective of intermediality and cultural criticism, this dissertation proposes a reflection on how horror reveals the mechanisms of social fear and the limits of liberal tolerance.
dc.identifier.citationSantos, J. L. (2026). Horror como linguagem crítica: Raça, gênero e intermidialidade em Get Out e The Stepford Wives [Dissertação de mestrado, Iscte - Instituto Universitário de Lisboa]. Repositório Iscte. http://hdl.handle.net/10071/38373
dc.identifier.tid204305209
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10071/38373
dc.language.isopor
dc.peerreviewedyes
dc.rightsopen access
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
dc.subjectHorror
dc.subjectIntermidialidade
dc.subjectThe Stepford Wives & Get Out
dc.subjectRaça -- Race
dc.subjectGénero
dc.subjectIntermediality
dc.subjectGender
dc.subject.fosCiências Sociais::Sociologia
dc.subject.fosCiências Sociais::Outras Ciências Sociais
dc.titleHorror como linguagem crítica: Raça, gênero e intermidialidade em Get Out e The Stepford Wives
dc.typemasterThesispt-PT
dspace.entity.typePublication
iscte.subject.odsEducação de qualidade
iscte.subject.odsIgualdade de género
thesis.degree.departmentDepartamento de Ciência Política e Políticas Públicas
thesis.degree.nameMestrado em Estudos Africanos

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