Nós e os outros: A cobertura jornalística no início da guerra colonial em Angola
| dc.contributor.advisor | Guinote, José Manuel Rebelo | |
| dc.contributor.author | Rocha, João Manuel Figueira | |
| dc.date.accessioned | 2026-06-26T13:42:25Z | |
| dc.date.embargo | 2027-05-28 | |
| dc.date.issued | 2026-05-28 | |
| dc.date.submitted | 2025-09 | |
| dc.description.abstract | A cobertura jornalística do início da guerra colonial em Angola, em 1961, foi uniforme, como indiciaria a ausência de liberdade de imprensa e censura vigentes no Estado Novo, ou são detectáveis matizes nas narrativas? A pergunta, fio condutor desta investigação, é complementada com interrogações específicas, desdobramentos da questão central: O que era noticiado? O que era silenciado? Como eram representados os elementos das forças coloniais e os assaltantes que protagonizaram os assaltos de 4 de Fevereiro a símbolos do poder colonial? As narrativas jornalísticas traduziam uma proclamada vocação colonizadora de Portugal e a retórica luso-tropicalista? Mobilizando contributos de diferentes ciências sociais; analisando jornais de Lisboa e de Luanda, num abordagem inspirada na Análise de Conteúdo, na Análise Crítica de Discurso e nos estudos de "framing"; cruzando resultados com material de arquivo e entrevistas, conclui-se que, embora as narrativas do jornalismo não pudessem - ou não quisessem - afastar-se do argumentário do regime e se inscrevessem num discurso prévio sobre as colónias existente na sociedade, são detectáveis pequenas mas reveladoras matizes na proximidade com a narrativa oficial. As mais evidentes são as marcas de distanciamento cultivadas pelo "ABC-Diário de Angola". Fica também patente o alinhamento de jornais "do contra" com a política colonial de Salazar, designadamente o "Diário de Lisboa", que fazia gala do seu carácter liberal, mas não hesitou na "defesa intransigente do nosso património ultramarino", desvalorizando componentes do seu próprio noticiário que contrariavam a versão oficial e relacionavam, pela primeira vez na imprensa autorizada, os assaltos com o movimento independentista. | |
| dc.description.abstract | Was the media coverage of the start of the Portuguese colonial war in Angola in 1961 uni-form, as would suggest the absence of press freedom and censorship in the Estado Novo, or are there detectable nuances in the narratives? This question, guiding thread of this investiga-tion, is complemented by specific questions that stem from the central issue: What was re-ported? What was silenced? How were the colonial forces and the assailants who carried out the February 4th attacks on symbols of colonial power represented? Did the journalistic narra-tives reflect Portugal's proclaimed colonising vocation and Luso-Tropicalist rhetoric? Drawing on contributions from different social sciences; analysing newspapers from Lisbon and Luanda, using an approach inspired by content analysis, critical discourse analysis and framing studies; crossing results with archival material and interviews, it can be concluded that, although journalistic narratives could not - or did not want to - stray from the regime's argu-ments, fitting into a pre-existing discourse on colonies in society, small but revealing nuances in their proximity to the official narrative are detectable. The most striking examples are the signs of distancing cultivated by "ABC-Diário de Angola". The alignment of newspapers opposed to Salazar's colonial policy is also evident, particularly in "Diário de Lisboa", which prided itself on its liberal character, but did not hesitate in its ‘uncompromising defence of our overseas heritage’, devaluing elements of its own news coverage that contradicted the official version and linked, for the first time in the authorised press, the attacks to the angolan independence movement. | |
| dc.identifier.citation | Rocha, J. M. F. (2025). Nós e os outros: A cobertura jornalística no início da guerra colonial em Angola [Tese de doutoramento, Iscte - Instituto Universitário de Lisboa]. Repositório Iscte. http://hdl.handle.net/10071/37621 | |
| dc.identifier.tid | 101564503 | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/10071/37621 | |
| dc.language.iso | pt | |
| dc.peerreviewed | yes | |
| dc.relation | SFRH/BD/115274/2016 | |
| dc.rights | restricted access | |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ | |
| dc.subject | Imprensa -- press | |
| dc.subject | Jornalismo -- Journalism | |
| dc.subject | Guerra colonial | |
| dc.subject | Angola | |
| dc.subject | Portuguese colonial war | |
| dc.subject.fos | Ciências Sociais::Psicologia | |
| dc.title | Nós e os outros: A cobertura jornalística no início da guerra colonial em Angola | |
| dc.type | doctoralThesis | por |
| dspace.entity.type | Publication | |
| thesis.degree.department | Departamento de Sociologia | |
| thesis.degree.name | Doutoramento em Ciências da Comunicação |
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