Constructing housing futures in the European Parliament: Political discourse as a field of meaning-making, legitimacy and citizenship

dc.contributor.advisorCastro, Paula
dc.contributor.authorGuidi, Greta
dc.date.accessioned2026-09-14T12:51:48Z
dc.date.embargo2029-07-23
dc.date.issued2026-07-24
dc.date.submitted2026-06
dc.description.abstractAcross Europe, housing affordability has become a critical socio-political issue at the intersection of social and economic inequality, climate transition and urban governance. While housing remains primarily a national competence, European Union institutions shape the field through regulation, funding and coordination. Drawing on Social Representations Theory, Positioning Theory, and models of citizenship, this study conceptualizes European housing debates as a field where meanings of crisis, claims of rights and duties, and visions of life-in-common are constructed and contested. It analyzes four European Parliament debates on housing held between 2021 and 2025 and the European Commission’s 2025 European Affordable Housing Plan. Through reflexive thematic analysis and pragmatic discourse analysis the study examines how political actors represent the housing crisis, position themselves and others, and legitimize or contest European Union intervention. Three dilemmatic themes were identified: housing as a right versus housing as a commodity, green transition versus affordability, and European Union versus Member State responsibility. Across political groups, housing was recognized as an affordability crisis affecting vulnerable groups, young people, families, workers, and middle-income households. However, political groups anchored the crisis in different causes, including speculation, financialization, insufficient supply, regulation, climate policy and immigration. The European Affordable Housing Plan institutionalized a hybrid representation, combining rights-based, ecological, pragmatic, and supply-oriented elements. The study shows that European Union housing discourse is a field of citizenship and world-making, where political actors define who is entitled to protection, which institutions must act, and which housing futures become legitimate.
dc.description.abstractEm toda a Europa, a acessibilidade económica da habitação tornou-se uma questão sociopolítica crítica na intersecção entre desigualdade social e económica, transição climática e governação urbana. Embora a habitação continue a ser principalmente uma competência nacional, as instituições da União Europeia moldam este campo através da regulação, do financiamento e da coordenação. Com base na Teoria das Representações Sociais, na Teoria do Posicionamento e nos modelos de cidadania, este estudo conceptualiza os debates europeus sobre habitação como um campo no qual os significados da crise, as reivindicações de direitos e deveres, e as visões de vida em comum são construídos e contestados. O estudo analisa quatro debates do Parlamento Europeu sobre habitação realizados entre 2021 e 2025 e o Plano Europeu para a Habitação Acessível da Comissão Europeia de 2025. Através da análise temática reflexiva e da análise pragmática do discurso, o estudo examina como os atores políticos representam a crise da habitação, se posicionam a si próprios e aos outros, e legitimam ou contestam a intervenção da União Europeia. Foram identificados três temas dilemáticos: habitação como direito versus habitação como mercadoria, transição verde versus acessibilidade económica, e responsabilidade da União Europeia versus responsabilidade dos Estados-Membros. Entre os grupos políticos, a habitação foi reconhecida como uma crise de acessibilidade económica que afeta grupos vulneráveis, jovens, famílias, trabalhadores e agregados familiares de rendimento médio. No entanto, os grupos políticos ancoraram a crise em diferentes causas, incluindo a especulação, a financeirização, a oferta insuficiente, a regulação, a política climática e a imigração. O Plano Europeu para a Habitação Acessível institucionalizou uma representação híbrida, combinando elementos baseados em direitos, ecológicos, pragmáticos e orientados para a oferta. O estudo mostra que o discurso da União Europeia sobre habitação constitui um campo de cidadania e de construção de mundos, no qual os atores políticos definem quem tem direito à proteção, quais instituições devem agir e que futuros habitacionais se tornam legítimos.
dc.identifier.citationGuidi, G. (2026). Constructing housing futures in the European Parliament: Political discourse as a field of meaning-making, legitimacy and citizenship [Dissertação de mestrado, Iscte - Instituto Universitário de Lisboa]. Repositório Iscte. http://hdl.handle.net/10071/38511
dc.identifier.tid204346231
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10071/38511
dc.language.isoeng
dc.peerreviewedyes
dc.rightsrestricted access
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
dc.subjectPolitical discourse
dc.subjectRepresentações sociais -- Social representations
dc.subjectModels of citizenship
dc.subjectHousing crisis
dc.subjectParlamento Europeu -- European Parliament
dc.subjectDiscurso político
dc.subjectModelos de cidadania
dc.subjectCrise da habitação
dc.subject.fosCiências Sociais::Psicologia
dc.titleConstructing housing futures in the European Parliament: Political discourse as a field of meaning-making, legitimacy and citizenship
dc.typemasterThesispt-PT
dspace.entity.typePublication
iscte.subject.odsCidades e comunidades sustentáveis
thesis.degree.departmentDepartamento de Psicologia Social e das Organizações
thesis.degree.nameMestrado em Psicologia das Relações Interculturais

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