Dissensos em torno das margens e centros: Planeamento urbano e contestação na zona oriental do Porto

dc.contributor.authorSantos, P.
dc.date.accessioned2023-05-16T16:08:22Z
dc.date.available2023-05-16T16:08:22Z
dc.date.issued2022
dc.date.updated2023-05-16T17:08:29Z
dc.description.abstractEste artigo pretende discutir as noções de centro/margem, ou centralidade/marginalidade, no planeamento urbano e suas contestações. O objetivo é analisar como essas noções são mobilizadas de forma não consensual nas conceções de identidade urbana pelo governo local e por profissionais da chamada “classe criativa” com foco na zona oriental do Porto, mais detidamente no Bonfim. A partir da análise do novo Plano Diretor Municipal do Porto e de entrevistas semi-diretivas com profissionais da chamada “classe criativa” no Bonfim, busco compreender como a autarquia associa a noção de identidade urbana à de centralidade. O centro histórico do Porto seria uma referência incontestável da identidade urbana da cidade, coesa e historicamente construída. Já para os profissionais da “classe criativa”, a identidade urbana também seria criada nas margens e interstícios, produzida por classes não-dominantes e por modos alternativos de se fazer cidade. Este debate será introduzido numa discussão mais ampla sobre centro/margem no planeamento urbano e seu agenciamento estratégico no posicionamento das urbes na concorrência global intercidades.por
dc.description.abstractThis article discusses the notions of core/periphery, or centrality/marginality, in urban planning and its contestations. It explores how centrality/ marginality is mobilised in non-consensual ways in the conception of urban identity by the local government and professionals of the so-called “creative class”. It focuses on the urban area of Bonfim, East Porto, through the analysis of urban planning documents and semi-direct interviews conducted with “creative class” professionals. I sought to find out how the local council associates the notion of urban identity with centrality; it appears that the council considers Porto’s historic centre as a reference for its urban identity. However, for “creative class” professionals, urban identity is also created in the margins and interstices, by the non-dominant classes. This theme is introduced within a broader discussion on the concept of core/periphery in urban planning and how it is strategically mobilised in the context of global intercity competition.
dc.description.versioninfo:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.identifier.citationSantos, P. (2022). Dissensos em torno das margens e centros: Planeamento urbano e contestação na zona oriental do Porto. Cadernos IS-UP, 1, 9-19. http://dx.doi.org/10.21747/2975-8033/cad1a1
dc.identifier.doi10.21747/2975-8033/cad1a1
dc.identifier.issn2975-8033
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10071/28601
dc.language.isopor
dc.number1
dc.pagination9 - 19
dc.peerreviewedyes
dc.publisherUniversidade do Porto, Faculdade de Letras
dc.rightsopen access
dc.subjectPlaneamento urbanopor
dc.subjectIdentidadepor
dc.subjectClasse criativapor
dc.subjectCentralidade/marginalidadepor
dc.titleDissensos em torno das margens e centros: Planeamento urbano e contestação na zona oriental do Portopor
dc.title.alternativeDissents around the margins and centers: Urban planning and contestation in East Portoen
dc.typearticle
dspace.entity.typePublicationen
iscte.identifier.cienciahttps://ciencia.iscte-iul.pt/id/ci-pub-95542
iscte.journalCadernos IS-UP

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