Os estados de espírito, intenções e estigmas

dc.contributor.authorDores, António Pedro
dc.date.accessioned2014-03-26T16:40:41Z
dc.date.available2014-03-26T16:40:41Z
dc.date.issued2001
dc.description.abstractEste é um exercício teórico desenvolvido no quadro de uma investigação sobre o fenómeno moderno do encarceramento. A intuição de partida é a seguinte: a) a prisão é concebida, por oposição a tortura física, como uma tortura psicológica; b) tal especificidade da tortura é moralmente mais aceitável para o nível de sensibilidade à repugnância próprio das sociedades capitalistas (cf Elias 1990), à semelhança do vulgar contrato de assalariamento: este é ideologicamente percebido pelo senso comum (enquanto ideologia dominante) como um contrato entre cidadãos formalmente iguais e livres, por oposição à escravatura e ao sistema de poder militarista que esta última pressupõe; c) a prisão é tratada pela ciência como um fenómeno psicológico, de contenção de perfis de criminosos, de estudo das formas de adaptação dos condenados ou dos preventivos às vidas de cadeia – ou como um fenómeno administrativo – forma de organização do estado e da justiça, e mais raramente como um fenómeno social; d) a prisão é entendida, mais das vezes, como constituindo uma sociedade à parte, tão exterior à sociedade normal como o estrangeiro, insusceptível de uma análise realista das suas vivências sociais ser articulada ou articulável com a vida em sociedade.por
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10071/6798
dc.language.isoporpor
dc.peerreviewedNãopor
dc.publisherdepartamento de sociologiapor
dc.rightsopen accesspor
dc.subjectEstado-de-espíritopor
dc.subjectEstigmapor
dc.subjectIntençõespor
dc.titleOs estados de espírito, intenções e estigmaspor
dc.typeworkingPaperpor
dspace.entity.typePublicationen

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