Análise dos mecanismos e hábitos de autenticação em organizações de saúde portuguesas e as suas implicações na segurança da informação

dc.contributor.advisorSerrão, Carlos
dc.contributor.authorOliveira, Emma Carolina Rosa de
dc.date.accessioned2026-07-07T13:56:51Z
dc.date.embargo2026-12-15
dc.date.issued2025-12-15
dc.date.submitted2025-09
dc.description.abstractA crescente digitalização dos serviços de saúde tem gerado benefícios significativos para a eficiência organizacional e a qualidade dos cuidados, mas também acarreta riscos acrescidos para a segurança da informação, uma vez que os registos clínicos eletrónicos contêm dados altamente sensíveis, tornando-se um alvo prioritário de ciberataques. Neste contexto, os sistemas de autenticação assumem um papel central, funcionando simultaneamente como primeira linha de defesa e ponto de vulnerabilidade. O presente estudo analisou os hábitos e os mecanismos de autenticação em organizações de saúde portuguesas, procurando compreender de que forma práticas individuais e políticas institucionais influenciam a proteção de informação. Para tal, foi aplicado um questionário a profissionais de saúde, permitindo caracterizar padrões e comportamentos. Os resultados revelam a predominância quase exclusiva das palavras-passe como mecanismo de autenticação, frequentemente associada a credenciais pouco robustas, bem como práticas de risco, nomeadamente, o abandono de sessões abertas ou a partilha de credenciais em contextos colaborativos. Estes comportamentos, muitas vezes justificados pela necessidade de agilidade, ilustram a dicotomia estrutural entre usabilidade e segurança. Verificou-se ainda ausência de uniformidade nas políticas institucionais e baixa adesão dos profissionais a formações de cibersegurança, corroborando fragilidades já identificadas na literatura. Com base nestas evidências, são apresentadas recomendações para reforçar a segurança da informação em saúde, equilibrando proteção e eficiência operacional. Como limitações, destaca-se a dificuldade em alcançar os profissionais de saúde, o que pode ter condicionado a representatividade da amostra. Para investigação futura, sugere-se o alargamento do estudo e a avaliação empírica da eficácia das recomendações propostas em contexto clínico.
dc.description.abstractThe increase digitalization of healthcare services has generated significant benefits for organizational efficiency and quality-of-care but also entails growing risks to information security, as electronic health records contain highly sensitive data and therefore constitute a primary target for cyberattacks. In this context, authentication systems play a central role, functioning simultaneously as the first line of defense and a critical point of vulnerability. This study analyzed authentication habits and mechanisms within Portuguese healthcare organizations, aiming to understand how individual practices and institutional policies influence information security. To this end, a survey was administered to healthcare professionals, enabling the characterization of patterns and behaviors. The results reveal the near-exclusive reliance on passwords as the primary authentication mechanism, often associated with weak credentials, as well as the presence of risky practices such as leaving sessions unattended or sharing credentials in collaborative settings. These behaviors, frequently justified by the demand for agility, illustrate the structural dichotomy between usability and security. Furthermore, the analysis highlighted a lack of uniformity in institutional policies and low participation of professionals in structured cybersecurity training, confirming vulnerabilities already reported in the literature. Based on these findings, recommendations are proposed to strengthen information security in healthcare while balancing protection with operational efficiency. The study, however, presents some limitations, particularly the difficulty in reaching healthcare professionals, which may have affected the representativeness of the sample. Future research should consider expanding the study and empirically evaluating the effectiveness of the proposed measures in clinical contexts.
dc.identifier.citationOliveira, A. A. (2025). Análise dos mecanismos e hábitos de autenticação em organizações de saúde portuguesas e as suas implicações na segurança da informação [Dissertação de mestrado, Iscte - Instituto Universitário de Lisboa]. Repositório Iscte. http://hdl.handle.net/10071/37778
dc.identifier.tid204158753
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10071/37778
dc.language.isopt
dc.peerreviewedyes
dc.rightsrestricted access
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
dc.subjectSegurança da informação -- Information security
dc.subjectAutenticação -- Authentication
dc.subjectRegistos clínicos eletrónicos
dc.subjectCibersegurança
dc.subjectProfissional de saúde -- Healthcare professional
dc.subjectElectronic health records
dc.subjectCybersecurity
dc.subject.fosCiências Sociais::Economia e Gestão
dc.subject.fosCiências Médicas::Ciências da Saúde
dc.subject.jelI12
dc.subject.jelO33
dc.subject.jel1I Health, education, and welfare
dc.subject.jel1O Economic development, innovation, technological change, and growth
dc.titleAnálise dos mecanismos e hábitos de autenticação em organizações de saúde portuguesas e as suas implicações na segurança da informação
dc.typemasterThesispt-PT
dspace.entity.typePublication
iscte.subject.odsSaúde de qualidade
iscte.subject.odsIndústria, inovação e infraestruturas
thesis.degree.departmentDepartamento de Marketing, Operações e Gestão Geral
thesis.degree.nameMestrado em Gestão de Serviços de Saúde

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