Entre o som e a emoção: A música como instrumento de regulação emocional

dc.contributor.advisorMartins, Marta Sofia Pinto
dc.contributor.authorFaria, Mariana Gaspar
dc.date.accessioned2026-06-09T14:57:00Z
dc.date.embargo2028-12-14
dc.date.issued2025-12-15
dc.date.submitted2025-10
dc.description.abstractA presente dissertação investigou a relação entre a regulação emocional e o uso da música como estratégia de regulação do humor, considerando a influência de fatores individuais como idade, sexo, escolaridade, traços de personalidade, ansiedade-traço, sofisticação e estilos de receção musical. Partindo da relevância da regulação emocional para o bem-estar psicológico e da crescente evidência sobre o potencial papel da música como recurso de autorregulação, este estudo procurou compreender de que forma a música é utilizada para regular emoções e como essa utilização se relaciona com dificuldades regulatórias específicas. Neste estudo participaram 127 adultos falantes de português (M idade = 37.82 ± 15.46, amplitude = 18–82 anos), que completaram medidas sociodemográficos, de dificuldades de regulação emocional, regulação do humor pela música, personalidade, ansiedade traço e envolvimento musical (receção e sofisticação musical). A análises de dados incluíram estatística descritiva, correlações de Pearson, testes t para amostras independentes e regressão linear múltipla hierárquica. Os resultados demonstram que a música é utilizada para fins diversos, mas que a dimensão de descarga emocional é a única que se associa significativamente a dificuldades de regulação emocional—maiores dificuldades, maior uso da música para descarga—e, em particular, a menor controlo de impulsos. No modelo de regressão hierárquica, o controlo de impulsos e a idade emergiram como preditores significativos do uso da música para descarga emocional, com a idade a funcionar como fator protetor. Estes achados reforçam a relevância da música como instrumento de regulação emocional multifacetado e sugerem que diferenças individuais, nomeadamente etárias e no controlo de impulsos, são determinantes na forma como a música é utilizada para regular emoções (particularmente em situações de dificuldade regulatória). Os achados oferecem contributos que poderão melhor informar futuros estudos sobre o tema e intervenções e campanhas de sensibilização relativas a promoção do bem-estar através da música.
dc.description.abstractThe present dissertation investigated the relationship between emotion regulation and the use of music as a mood regulation strategy, considering the influence of individual factors such as age, gender, education, personality traits, trait anxiety, musical sophistication, and music reception styles. Building on the relevance of emotion regulation for psychological well-being and the growing evidence of music’s potential role as a self-regulatory resource, this study sought to understand how music is used to regulate emotions and how such use relates to specific regulatory difficulties. A total of 127 Portuguese-speaking adults participated in the study (M age = 37.82 ± 15.46, range = 18–82 years), completing measures of sociodemographic characteristics, difficulties in emotion regulation, music-based mood regulation, personality, trait anxiety, and musical involvement (reception and sophistication). Data analyses included descriptive statistics, Pearson correlations, independent-samples t tests, and hierarchical multiple linear regression. Results showed that music is used for a variety of purposes, but that the emotional discharge dimension was the only one significantly associated with emotion regulation difficulties— greater difficulties corresponded to greater use of music for discharge—and, in particular, with lower impulse control. In the hierarchical regression model, impulse control and age emerged as significant predictors of the use of music for emotional discharge, with age functioning as a protective factor. These findings reinforce the relevance of music as a multifaceted tool for emotion regulation and suggest that individual differences, particularly in age and impulse control, play a key role in how music is used to regulate emotions (especially in situations of regulatory difficulty). The findings offer insights that may inform future research on the topic, as well as interventions and awareness campaigns aimed at promoting well-being through music.
dc.identifier.citationFaria, M. G. (2025). Entre o som e a emoção: A música como instrumento de regulação emocional [Dissertação de mestrado, Iscte - Instituto Universitário de Lisboa]. Repositório Iscte. http://hdl.handle.net/10071/37420
dc.identifier.tid204127190
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10071/37420
dc.language.isopt
dc.peerreviewedyes
dc.rightsrestricted access
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
dc.subjectRegulação emocional
dc.subjectMúsica -- Music
dc.subjectDescarga emocional
dc.subjectIdade
dc.subjectControlo de impulsos
dc.subjectEmotional regulation
dc.subjectEmotional release
dc.subjectAge
dc.subjectImpulse control
dc.subject.fosCiências Sociais::Psicologia
dc.titleEntre o som e a emoção: A música como instrumento de regulação emocional
dc.typemasterThesispt-PT
dspace.entity.typePublication
iscte.subject.odsSaúde de qualidade
thesis.degree.departmentDepartamento de Psicologia Social e das Organizações
thesis.degree.nameMestrado em Ciências das Emoções

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