O papel do poder local no combate ao despovoamento em Portugal

dc.contributor.authorDe Almeida, M. A. P.
dc.date.accessioned2019-02-15T11:49:07Z
dc.date.available2019-02-15T11:49:07Z
dc.date.issued2018
dc.description.abstractA crise económica da última década obrigou a medidas extremas que produziram consequências na população e na atividade económica do país, que foram agravadas nos territórios classificados como rurais ou de interior, face à evidente emigração, perda e envelhecimento da população e maiores taxas de desemprego. Em março de 2015 164 municípios foram declarados “de baixa densidade” e “privilegiados nos fundos da EU”. A partir de uma base de dados com os programas e mensagens políticas dos 308 presidentes de câmaras eleitos em 2013 e em 2017 analisam-se as estratégias locais para alcançar um nível razoável de desenvolvimento sustentável, combater o despovoamento rural e as desigualdades territoriais e atrair pessoas e empresas para os seus concelhos. Avaliam-se assim as estratégias do poder local para combater estes condicionalismos e comparam-se os programas dos autarcas com a atuação do governo do Partido Socialista, que colocou em prática no início de 2017 o Programa Nacional para a Coesão Territorial e que após os incêndios desse ano promoveu uma série de novas políticas de prevenção de fogos e gestão das florestas. Defende-se a responsabilização dos municípios na gestão dos seus territórios face aos problemas da gestão da floresta, especialmente quando a questão dos fogos florestais atingiu proporções em 2017 que obrigaram, finalmente, a uma intervenção política forte no terreno, assim como a gestão da água, que também deveria ser prioritária. O que se observou no verão de 2017 e no primeiro trimestre de 2018, quando a maioria das principais barragens do país atingiram níveis mínimos, exige uma análise rigorosa do problema da água em Portugal e uma forte intervenção pública, de iniciativa local, mas com uma componente de aplicação de medidas de políticas públicas a nível nacional. Especialmente porque o uso que se tem feito da água tem sido claramente abusivo. Apresenta-se o exemplo da Barragem do Maranhão e os problemas do olival intensivo, que em nada contribui para a economia local, e defende-se que as decisões e políticas públicas têm de ser apoiadas na ciência e nos especialistas, tanto nas áreas da agronomia e da engenharia florestal, como nas ciências sociais que também devem ser chamadas para dar o seu contributo para as soluções de combate ao despovoamento, à atração de população qualificada aos territórios desprotegidos e à gestão dos mesmos, assim como à criação de melhores condições de vida aos resistentes que ainda continuam a viver no meio rural.por
dc.description.versioninfo:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.event.date2018
dc.event.locationLisboapor
dc.event.typeConferênciapt
dc.identifier.isbn978-972-636-275-3
dc.identifier.urihttps://ciencia.iscte-iul.pt/id/ci-pub-54270
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10071/17309
dc.journalXVI Colóquio Ibérico de Geografia
dc.language.isopor
dc.pagination1413 - 1421
dc.peerreviewedyes
dc.publisherUniversidade de Lisboa
dc.relationinfo:eu-repo/grantAgreement/FCT/5876/147300/PT
dc.rightsopen access
dc.subjectProgramas políticospor
dc.subjectPopulaçãopor
dc.subjectRuralpor
dc.subjectRecursospor
dc.subjectMunicípiospor
dc.subject.fosDomínio/Área Científica::Ciências Sociais::Ciências Políticaspor
dc.subject.fosDomínio/Área Científica::Ciências Sociais::Geografia Económica e Socialpor
dc.titleO papel do poder local no combate ao despovoamento em Portugalpor
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dspace.entity.typePublicationen
iscte.subject.odsReduzir as desigualdadespor
iscte.subject.odsCidades e comunidades sustentáveispor
iscte.subject.odsPaz, justiça e instituições eficazespor

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