Como se não houvesse amanhã: Do trabalho numa organização start-up

dc.contributor.authorCoelho, J. V.
dc.contributor.editorUrze, P., Serrano, M. M., e Assunção, F.
dc.date.accessioned2021-09-28T11:14:46Z
dc.date.available2021-09-28T11:14:46Z
dc.date.issued2016
dc.date.updated2021-09-28T12:12:49Z
dc.description.abstractNo contexto nacional, perante os relatos de sucesso efervescente, a referência a uma organização start-up, define, no momento presente, em termos mediáticos e institucionais, uma amenidade, uma platitude, correlativa do louvor dos seus méritos como factos consumados, anódinos, salvíficos. Este louvor tem deixado pouca margem para questionamentos de natureza sociológica. O presente artigo toma por objectivo, a este propósito, a assumpção de uma perspectiva particular de problematização do fenómeno start-up, em termos sociais e organizacionais. Trata-se de um modo de ver que equaciona as implicações da natureza temporária da organização start-up, de uma concepção de tempo específica, que valoriza o tempo como recurso finito, e a start-up como forma organizacional de duração (temporalmente) limitada. Apresenta-se como suporte empírico uma narrativa constituída a partir de um conjunto de observações tomadas no decurso de uma pesquisa de natureza longitudinal, numa das organizações start-up portuguesas que maior crescimento (e visibilidade) tem conhecido nos últimos três anos. Como efeito de uma concepção linear do tempo no plano das relações mantidas na e com a organização start-up, regista-se, em termos empíricos, um foco (discursivo) na acção, no presente imediato, na constituição contínua de um sentido de urgência. Registam-se, igualmente, em sentido próximo, um conjunto de quase-interditos (discursivos), apensos à ausência de referência(s) à finitude da duração da start-up enquanto instituição, à pouco provável existência de um futuro partilhado entre os indivíduos, à secundarização da importância e das implicações do conflito interpessoal. Neste contexto, considera-se que a organização start-up delimita um contexto particularmente fecundo de incorporação acrítica da assumpção da transitoriedade contemporânea como novo normal, evidenciando-se, deste modo, a necessidade de ampliar o âmbito das perspectivas de análise disponíveis para referir e interrogar um fenómeno, em si mesmo relevante, para uma putativa recomposição das práticas que enformam a actividade económica nacional.por
dc.description.versioninfo:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.event.date2016
dc.event.locationLisboapor
dc.event.titleProceedings of the II International Meeting of ISSOW
dc.event.typeConferênciapt
dc.identifier.isbn978-989-95465-7-8
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10071/23235
dc.journalII International Meeting of Industrial Sociology, Sociology of Organizations and Work (ISSOW) - Work, professions and organizations: Tensions, paths and public policies
dc.language.isopor
dc.pagination76 - 90
dc.peerreviewedyes
dc.publisherAssociação Portuguesa de Profissionais em Sociologia Industrial, das Organizações e do Trabalho (APSIOT)
dc.relationinfo:eu-repo/grantAgreement/FCT/5876/147300/PT
dc.rightsopen access
dc.subjectTrabalhopor
dc.subjectStart-uppor
dc.subjectOrganização temporáriapor
dc.subjectTempopor
dc.titleComo se não houvesse amanhã: Do trabalho numa organização start-uppor
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degois.publication.firstPage76
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degois.publication.titleComo se não houvesse amanhã: Do trabalho numa organização start-uppor
dspace.entity.typePublicationen
iscte.identifier.cienciahttps://ciencia.iscte-iul.pt/id/ci-pub-37815

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