Trajetórias de desinstitucionalização do parto: a rejeição da hegemonia biomédica na opção pelo parto em casa

dc.contributor.authorSantos, M.
dc.date.accessioned2022-07-18T09:56:41Z
dc.date.available2022-07-18T09:56:41Z
dc.date.issued2014
dc.date.updated2022-07-11T10:58:08Z
dc.description.abstractA opção por um parto domiciliar nas sociedades contemporâneas coloca desafios à ordem social e põe em causa as práticas instituídas e a autoridade médica. A análise da experiência de quem viveu um parto em casa revelou processos reflexivos de integração da gravidez no self, numa procura de coerência identitária. As tecnologias médicas são um objeto de consumo e existe uma mobilização seletiva de recursos médicos e alternativos, o que põe em evidência diferentes perceções do risco e a perceção de um risco moral. Os riscos médicos e os riscos sociais assumem frequentemente múltiplas configurações e, por vezes, configurações opostas. O consumo de tecnologias médicas é também reflexo da fragilidade dos sistemas periciais, característica da modernização reflexiva, e põem em evidência relações dinâmicas de confiança e de poder entre os profissionais e a mulher grávida. No entanto, o parto continua a ser um evento social e este conjunto de opções não é imune às expectativas médicas e sociais sobre a gravidez. A multiplicidade de experiências descritas revela-se incompatível com os sistemas normalizadores de vigilância e controlo hospitalares e conduz o parto numa nova trajetória: um movimento de desinstitucionalização que, apesar de retirar poder e protagonismo à prática médica, não traduz uma rejeição do modelo biomédico, mas antes uma rejeição do monopólio e da hegemonia de saber e de ação da biomedicina sobre a gravidez e o parto.por
dc.description.versioninfo:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.event.date2014
dc.event.locationÉvorapor
dc.event.typeConferênciapt
dc.identifier.citationSantos, M.(2014).Trajetórias de desinstitucionalização do parto: a rejeição da hegemonia biomédica na opção pelo parto em casa, Atas do VIII Congresso Português de Sociologia: 40 anos de democracia(s): progressos, contradições e prospetivas (pp1-13). APS. http://hdl.handle.net/10071/25866
dc.identifier.isbn978-989-97981-2-0
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10071/25866
dc.language.isopor
dc.peerreviewedyes
dc.publisherAPS
dc.relationinfo:eu-repo/grantAgreement/FCT/6817 - DCRRNI ID/PEst-OE%2FSADG%2FUI3126%2F2013/PT
dc.relation.ispartofAtas do VIII Congresso Português de Sociologia: 40 anos de democracia(s): progressos, contradições e prospetivas
dc.rightsopen access
dc.subjectParto em casapor
dc.subjectMedicalizaçãopor
dc.subjectReflexividadepor
dc.subjectCoerência identitáriapor
dc.subjectConsumo de tecnologia médicapor
dc.titleTrajetórias de desinstitucionalização do parto: a rejeição da hegemonia biomédica na opção pelo parto em casapor
dc.typeconferenceObject
dspace.entity.typePublicationen
iscte.identifier.cienciahttps://ciencia.iscte-iul.pt/id/ci-pub-21656

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