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    <title>Repositório Coleção:</title>
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    <title>La pratique du droit international et communautaire de la securite sociale: Etude de sociologie du droit a l'exemple du Portugal</title>
    <link>http://hdl.handle.net/10071/11061</link>
    <description>Título próprio: La pratique du droit international et communautaire de la securite sociale: Etude de sociologie du droit a l'exemple du Portugal
Autoria: Guibentif, Pierre
Resumo: O propósito deste trabalho é de contribuir para um melhor conhecimento das&#xD;
modalidades concretas de aplicação das regras internacionais e comunitárias de&#xD;
coordenação em matéria de segurança social, através do estudo empírico dos&#xD;
serviços administrativos encarregados, em Portugal, das tarefas de coordenação.&#xD;
Já existem, com efeito, várias obras que se dedicam à análise jurídica deste ramo&#xD;
do direito, esforçando-se nomeadamente em identificar e formular os princípios&#xD;
que lhe são subjacentes. Sabe-se pouco, em contrapartida, da maneira como&#xD;
funcionários e utentes recorrem, na realidade, a dispositivos que, muitos deles,&#xD;
são de uma grande complexidade técnica.&#xD;
Os conceitos e modelos que orientaram a pesquisa, apresentados na Parte introdutória,&#xD;
foram fornecidos pela sociologia do direito. Esta convida o observador&#xD;
da realidade jurídica, por um lado, a distanciar-se da figura esquematizada do&#xD;
aplicador do direito que é sugerida pelas noções correntes de teoria do direito ;&#xD;
por outro lado, a adoptar uma abordagem que tome em conta o contexto — relações&#xD;
sociais e dispositivos materiais — em que se processam as operações de&#xD;
aplicação. Trata-se pois de compreender a actividade dos serviços inquiridos à&#xD;
luz de um conjunto de dados sobre os contextos do seu funcionamento. Trata-se&#xD;
também de captar as representações que os funcionários destes serviços têm das&#xD;
regras que devem aplicar, das situações em que são chamados a intervir e, de&#xD;
maneira geral, da sua actividade de aplicadores de uma determinada legislação.&#xD;
Na Primeira Parte, faz-se uma síntese dos vários trabalhos sociológicos já disponíveis&#xD;
sobre os fluxos migratórios que se observam em Portugal e sobre a&#xD;
situação social das várias categorias de migrantes que se podem delimitar, o que&#xD;
permite identificar vários dos casos concretos típicos com os quais os serviços&#xD;
inquiridos se defrontam. Examinam-se também as orientações às quais obedeceram&#xD;
as políticas adoptadas pelo Estado português face às migrações e os dispositivos&#xD;
que foram criados para a implementação destas políticas.&#xD;
Na Segunda Parte, propõe-se um retrato sintético do sistema português de segurança&#xD;
social, dos seus regimes, das suas prestações, bem como das instituições&#xD;
que o constituem. Pode desta forma compreender-se a inserção institucional dos&#xD;
serviços encarregados especificamente das tarefas de coordenação, a nível tanto&#xD;
central como regional. Inventariam-se também as principais regras de direito interno português que são susceptíveis de levantar dificuldades a pessoas que se&#xD;
deslocam entre Portugal e outros países.&#xD;
Na Terceira Parte, recordam-se as principais características do direito internacional&#xD;
da segurança social, as causas do seu desenvolvimento, as suas particulidades&#xD;
enquanto ramo do direito e a sua situação actual. Faz-se um inventário dos&#xD;
instrumentos aplicáveis em Portugal — principalmente, por um lado, um&#xD;
conjunto de convenções bilaterais e, por outro lado, os regulamentos nº 1408/71&#xD;
e nº 574/72 aplicáveis na União Europeia e no Espaço Económico Europeu — e&#xD;
uma análise detalhada do conteúdo destes instrumentos.&#xD;
Na Quarta Parte, aborda-se a prática dos serviços em si, a saber, em particular, o&#xD;
DRICSS – Departamento de Relações Internacionais e Convenções de Segurança&#xD;
Social, e os serviços com atribuições especiais nesta matéria a funcionarem&#xD;
no Centro Nacional de Pensões, na Caixa Nacional de Seguros de&#xD;
Doenças Profissionais e nos Centros Regionais de Segurança Social. Dá-se&#xD;
conta de um leque de experiências e problemas relatados pelos funcionários.&#xD;
Examina-se de que maneira, concretamente, se lida com os instrumentos internacionais&#xD;
e quais são as representações que orientam a prática. Esboça-se,&#xD;
finalmente, uma avaliação do impacte dos instrumentos de coordenação, examinando,&#xD;
por um lado, a efectividade dos seus vários dispositivos, e, por outro lado,&#xD;
a sua eficácia, aproveitando como bitola os princípios internacionalmente&#xD;
reconhecidos.&#xD;
Entre as conclusões jurissociológicas, poderá destacar-se a relevância, na&#xD;
definição das modalidades concretas da prática do direito, dos dispositivos de&#xD;
divisão administrativa do trabalho entre as várias operações de aplicação&#xD;
(qualificação dos factos, interpretação dos textos, subsunção), e a importância&#xD;
crucial dos formulários ; dois mecanismos que poupam ao trabalho quotidiano de&#xD;
aplicação a exigência de um relacionamento permanentemente reflectido com a&#xD;
matéria legal. Entre as conclusões que dizem mais especificamente respeito ao&#xD;
direito internacional da segurança social, assinala-se um fenómeno ligado aos&#xD;
mecanismos que se acaba de mencionar : a grande distância entre a maior parte&#xD;
dos que são envolvidos na prática deste direito e os que contribuem para o&#xD;
desenvolvimento da ciência jurídica na matéria. Uma distância que agrava o&#xD;
desconhecimento das regras de coordenção no grande público e dificulta o debate&#xD;
sobre estas, o que poderá contribuir para facilitar certos usos estratégicos dos&#xD;
instrumentos em causa, por alguns, e para dificultar a definição de reacções&#xD;
concertadas face a tais usos estratégicos. Uma distância que agrava os problemas&#xD;
que levanta, inevitavelmente, a gestão de um direito que exige o diálogo entre&#xD;
várias culturas jurídicas nacionais, bem como, no caso vertente, o diálogo entre&#xD;
estas e a cultura jurídica comunitária.
Descrição: Tese de doutoramento em Direito, Université de Genève. Faculté de Droit, 1995</description>
    <dc:date>1995-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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