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  <title>Repositório Coleção:</title>
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  <id>http://hdl.handle.net/10071/570</id>
  <updated>2026-04-13T08:24:00Z</updated>
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    <title>Porta do Vale Santiago: Uma peça de museu?</title>
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      <name>Prista, P.</name>
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    <updated>2023-12-05T10:45:04Z</updated>
    <published>2016-01-01T00:00:00Z</published>
    <summary type="text">Título próprio: Porta do Vale Santiago: Uma peça de museu?
Autoria: Prista, P.
Editor: Pedro Prista
Resumo: Doada pelo Sr. Joaquim Maurício da Conceição Rosa, que a recebeu oferecida pelo Sr. António José Maria Rosa, esta porta deu entrada na coleção etnográfica da Câmara Municipal de Odemira em 1999, onde ficou registada com o número OD.905. Embora semelhante a muitas outras portas, esta é, no entanto, uma porta singular.&#xD;
Trata-se da porta que foi arrombada à machadada por um grupo organizado de trabalhadores rurais em Vale de Santiago, durante as greves e fomes de 1918, para distribuir pela população o trigo guardado no celeiro de um lavrador local, o Sr. António Eduardo Júlio.&#xD;
O episódio decorreu num período dramático da história do mundo e do país, durante o qual a crise política e económica levara as populações em muitos sítios aos limites da fome, e daí a reações coletivas extremas, e até a revoluções.&#xD;
Os trabalhadores rurais de Vale de Santiago foram então severamente perseguidos, mas um lavrador da região, também ativista, o Sr. José Júlio da Costa, terá tentado interpor-se e negociar com o Governador Civil uma solução que poupasse os trabalhadores a atos de retaliação ou a punições excessivas.&#xD;
Foi contudo traído no acordo que julgara ter obtido. Houve violências e abusos nas perseguições e dezenas de trabalhadores rurais foram presos e deportados para África. Numa decisão pessoal, o Sr. José Júlio da Costa parte para Lisboa e assassina a tiro na estação do Rossio o então Presidente da República, Sidónio Pais.&#xD;
Cerca de dez turbulentos anos depois seria a Ditadura Militar; Salazar; a Guerra Civil de Espanha; a 2.ª Guerra Mundial... Em Vale de Santiago não ficou esquecido aquele episódio no qual se ligam a História «pequena» e a «grande»; o mundo de perto e de longe; e o destino, a vida, e a morte de pessoas.&#xD;
Oferecida à Câmara Municipal de Odemira, esta porta entreabre memórias e coloca hoje questões que apontam para novos sentidos.</summary>
    <dc:date>2016-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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    <title>Preservação vs. utilização do território: Nova utilidade social do pastor e o acesso às terras de pastagens</title>
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      <name>Rêgo, J. S.</name>
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      <name>Castro, M.</name>
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    <updated>2023-10-31T09:33:24Z</updated>
    <published>2019-01-01T00:00:00Z</published>
    <summary type="text">Título próprio: Preservação vs. utilização do território: Nova utilidade social do pastor e o acesso às terras de pastagens
Autoria: Rêgo, J. S.; Castro, M.
Editor: Orlando Simões
Resumo: Paisagens culturais são territórios historicamente construídos frutos da ativa interação entre o ambiente natural e as comunidades humanas. A alteração desse equilíbrio construído pode provocar tanto degradações ambientais como injustiças a populações que da terra tiram o seu sustento. Inúmeros casos ilustrativos dessa relação estão disponíveis na literatura. Em Portugal, agricultura, pastorícia e queimadas foram os agentes dominantes de modelação da paisagem desde o Neolítico. No decorrer do século XX, entretanto, a expansão da área florestal nos baldios e o seu fecho a outros usos provocou uma asfixia do sistema agropastoril tradicional e induziu uma rápida modificação da ocupação e do uso da terra, especialmente em regiões onde a pastorícia era importante. Com o gado proibido de acessar as novas florestas, a pastorícia foi seriamente comprometida por falta de pastos. A fragmentação do equilíbrio territorial que prevalecia propulsionou comunidades pastoris a uma situação de precariedade e vulnerabilidade social, e deu espaço a um regime de incêndios descontrolado conhecido como Terceiro Fogo. Há, hoje, um discurso crescente que reconhece a utilidade social da pastorícia na manutenção da biodiversidade e prevenção de incêndios florestais. Após contextualizar esse processo de desarticulação do equilíbrio territorial em Portugal, este trabalho procura retratar o cotidiano de pastores de cabras no acesso às terras de pastagens. Ele resulta de uma investigação de doutoramento em antropologia em curso, cujos dados são coletados através de diálogos e observação no Centro e no Norte do país. Resultados preliminares indicam que a reconciliação das antes antagônicas dinâmicas de conservação da natureza e utilização do território ainda não é efetiva. O cotidiano de pastores depara-se ainda com constrangimentos vinculados à imagem social do pastor e a vestígios de políticas ambientais conservacionistas. O programa das “cabras sapadoras” é, nesse sentido, positivamente percebido pelo seu potencial de promover a legitimidade social da pastorícia.</summary>
    <dc:date>2019-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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    <title>Escutar Amélia: À volta da canção de autor</title>
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      <name>Gonçalves, A.</name>
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    <updated>2023-03-02T16:06:13Z</updated>
    <published>2008-01-01T00:00:00Z</published>
    <summary type="text">Título próprio: Escutar Amélia: À volta da canção de autor
Autoria: Gonçalves, A.
Resumo: Tomando por ilustração empírica o caso singular de Amélia Muge, esta comunicação pretende&#xD;
reflectir sobre os dispositivos discursivos e artísticos dos criadores musicais, enquanto produtores de&#xD;
sentido, que têm activamente contribuído para que a canção de autor configure um género musical&#xD;
autónomo no seio de um formato preponderante (senão hegemónico) da música contemporânea — a&#xD;
canção —, adicionando-lhe persistentemente significados extramusicais como resistência, autenticidade,&#xD;
cidadania, utopismo ou valor estético.&#xD;
Rejeita-se, no decorrer do texto, uma concepção sólida, estática, homogénea e inequívoca da canção&#xD;
de autor, tomando-a antes como configuração musical provável mas volúvel e moldável pelo contexto em&#xD;
que está imersa. Decorrente do movimento de renovação da canção popular portuguesa, cujo período&#xD;
áureo antecedeu e sucedeu a fase de transição democrática na década de 70 do século XX, tem-se&#xD;
afirmado como corrente contra-hegemónica e alternativa ao mainstream musical, cujo principal sinal&#xD;
diacrítico se encontra na legitimação e consagração quase aurática do músico enquanto sujeito autoral,&#xD;
vulgarmente designado cantautor, na medida em que combina valências artísticas (autoria das letras,&#xD;
composição e arranjo das melodias, interpretação das canções), contrariando desta forma a fina divisão&#xD;
social do trabalho musical na área popular.</summary>
    <dc:date>2008-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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    <title>Experimentar ciência e cidadania: O caso EuroLifeNet</title>
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      <name>Gonçalves, A.</name>
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      <name>Guerra, J.</name>
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    <id>http://hdl.handle.net/10071/28141</id>
    <updated>2023-03-02T15:57:11Z</updated>
    <published>2008-01-01T00:00:00Z</published>
    <summary type="text">Título próprio: Experimentar ciência e cidadania: O caso EuroLifeNet
Autoria: Gonçalves, A.; Guerra, J.
Resumo: O carácter mutável quer da convenção acerca do nível de poluição aceitável, quer das fontes&#xD;
emissoras, quer da natureza dos próprios poluentes em presença na atmosfera tem contribuído para que&#xD;
a percepção da poluição do ar enquanto ameaça — seja ambiental, epidemiológica, social, política ou&#xD;
económica — continue ainda hoje em construção.&#xD;
Este contexto tem estimulado a produção de estudos científicos pluridisciplinares, cuja relevância&#xD;
ultrapassa em larga medida o conhecimento académico, sendo vitais como elementos de suporte à&#xD;
decisão política em moldes que permitam conciliar desenvolvimento económico e social, protecção do&#xD;
ambiente e da saúde pública e participação cívica. O projecto EuroLifeNet procura responder a estes&#xD;
objectivos, visando, por um lado, experimentar e testar uma metodologia participativa de monitorização da&#xD;
exposição pessoal a partículas finas (poluente atmosférico com graves efeitos na saúde) e, por outro lado,&#xD;
fortalecer as raízes de uma cidadania responsável e duradoura entre os participantes do projecto&#xD;
(maioritariamente alunos do ensino secundário).&#xD;
Esta comunicação apoia-se nos resultados do inquérito por questionário aos estudantes da rede&#xD;
nacional de escolas aderentes ao EuroLifeNet e procura dar conta do impacte desta iniciativa ao nível do&#xD;
grau de conhecimento em matéria ambiental, da manifestação de valores e atitudes pró-ecológicos e da&#xD;
percepção social do risco para a saúde decorrente da exposição à poluição atmosférica.</summary>
    <dc:date>2008-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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